Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/07/2020
O filme “O vendedor de sonhos”, retrata a luta de um empresário renomado que sofre de ansiedade devido ao excesso de trabalho. Fora do tablado da ficção, a ansiedade, dado o aumento nos casos, é o mau do século que implica em atenção rigorosa. Destarte, é vital compreender os fatores advindos dessa incursão e, para tal, urge a mitigação de duplo fomento: a influência familiar no combate a esse problema, bem como a inoperância do sistema de saúde publico tangente as pessoas marginalizadas. Em primeira instância, é válido ressaltar que durante a Grande Depressão de 1929, houve a falência em massa, advindos de episódios de ansiedade, de banqueiros da época. No limiar do século XXI, é a nível óptico que a sociedade ainda encara quadros de ansiedade. No entanto, a família, visto que é o pilar para a formação do cidadão íntegro, e no convívio com ela desenvolve-se a robustez mental, é ausente nesta luta. Isso dificulta no referido combate a partir do momento que é um dos fatores cruciais na trilha do protagonismo vitorioso a esse infortúnio. Logo, é indubitável que o Estado atue no incentivo dessas famílias para que haja a redução dos 34% dos brasileiros que sofrem de ansiedade, segundo o Ministério da saúde, em 2018.
Somado a isso, O filme “O Lado bom da Vida”, dirigido pelo cineastra David Russel, retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu quase tudo na vida- sua casa, o emprego e o casamento- devido às crises de ansiedade. Mesmo longe das telas de cinema, é notório que boa parte dos brasileiros encara episódios de ansiedade e um dos pontos para a retardação do tratamento é o sistema de saúde publico brasileiro que é repleto de lacunas. Isso reverbera na parcela marginalizada socialmente que necessita de intervenções de saúde metal. Essa lógica, infelizmente, paira e torna-se mais um desafio no combate a ansiedade, em que parte do corpo civil enfrenta e vive a modernidade líquida, ou seja “importâncias” temporárias atribuídas a algo em curto tempo, postulado pelo filósofo Bauman, crítico da visão arcaica da ansiedade ser tratada como “pseudodoença”.
Portanto, um plano piloto para viabilizar o combate a ansiedade e cessar os desafios, é o Ministério da Saúde, adjunto à mídia, incentivar a atuação familiar nesta causa. Para isso, haverá momentos periódicos de comerciais que evidencie a importância dos parentes contra essa patologia. Objetivo é influenciar esse grupo quanto à veracidade dos fatos já supracitados, podendo, felizmente, reduzir o percentual dos brasileiros portadores dessa doença, informado pelo Ministério da saúde. Ademais, é imprescindível que o Ministério Publica assegure condições favoráveis aos pacientes, por meio da introdução de mais profissionais da área, com o intuído de prestar assistência a essa parcela e combater essa enfermidade. Somente assim, poderá o mau do século se restringir a ficção.