Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 19/07/2020

Sob a concepção filosófica de Michel Foucault, o indivíduo é um ser biopsicossocial e, no âmbito biológico, a saúde mental é essencial para manter-se são. Dessa forma, a ansiedade é um dos fatores que afetam o psíquico da pessoa, tornando-se um desafio na sociedade contemporânea. Assim, autocobranças diárias e o não reconhecimento do transtorno são problemas a serem enfrentados.

Em primeira análise, o escritor e filósofo Byung afirma, em sua obra “sociedade do cansaço”, que o século XXI é marcado pela violência neuronal, no qual doenças como depressão e ansiedade se tornam comuns, sobretudo, em face da “sociedade do desempenho”. Esse termo está relacionado à autocobrança excessiva do indivíduo de estar sempre produzindo, sendo um “empresário de si mesmo”. Desse modo, o índice de estresse aumenta com a autocobrança diária, acarretando consequências na saúde física e mental, nas relações sociais e na rotina do sujeito.

Em segunda análise, segundo a organização mundial de saúde (OMS), o Brasil é o país que concentra o maior número de pessoas ansiosas no mundo. Outrossim, esse dado revela que é de grande importância realizar tratamento para combater a ansiedade, visto que isso ainda é considerado um tabu na sociedade brasileira. O não reconhecimento desse problema pode agravar a situação e desenvolver outro transtorno, tal como o ataque de pânico, prejudicando mais a vida do indivíduo.

Portanto, a fim de combater os desafios relacionados à ansiedade, é necessário que psicólogos, psiquiatras e profissionais da saúde se reúnam na mídia, meio de maior influência social, para divulgar meios que amenizem esse problema, tais como a psicoterapia, meditação e exercícios físicos, auxiliando os indivíduos também com consultas gratuitas e acessíveis. Ademais, o Ministério da Saúde realize campanhas e propagandas, por meio da imprensa, sobre a importância do tratamento psicológico para minimizar esse mal.