Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 19/07/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado fornecer o bem-estar, estando inclusa a saúde. No entanto, esse fornecimento tem desafios no combate à ansiedade social contemporânea. Assim, esses empecilhos são causa da valorização da imagem e do pouco conhecimento sobre o assunto.
Em primeiro plano, de acordo com o historiador Leandro Karnal, o homem tem uma valorização extrema sobre a imagem que uma terceiro terá sobre ele. Com isso, a ansiedade torna-se comum para gerar a melhor impressão e a aparente perfeição, comumente passado nas redes sociais. Nesse contexto, é notório que toda a comunidade conta com dias bons e ruins, mas ao compartilhar uma falsa imagem a comunidade além de supervalorizar os bons momentos alheios, fornece seu adoecimento e o alheio, criando um ciclo vicioso da boa aparência.
Em segundo plano, sob ótica teórica do sociólogo Focault, o ser humano é uma construção biológica, psicológica e social, no momento em que um desses componentes se ausenta de sua realidade seu comportamento é corrompido. Nesse contexto, a ansiedade é causada pela ocorrência de algo incomum ocorrendo no fator mental do portador. No entanto, no Brasil, não é levada à serio por causa da falta de conhecimento sobre o assunto, uma vez que, geralmente, não há diálogos em instituições de ensino sobre o assunto. Dese modo, essa falta de informação gera uma dificuldade para a procura de ajuda.
Portanto, para que os desafios do combate à ansiedade atual sejam evitados, cabe à sociedade ter consciência que a perfeição humana não existe e parar de expor apenas a parte boa da vida, ela aprenderia por meio de palestras ministradas por profissionais e pacientes voluntários, que seriam realizadas em postos de saúde pública e nos intervalos das aulas nas instituições de ensino. Mas também, cabe ao Ministério da Saúde, órgão brasileiro responsável por essa área, utilizar dessas palestras para alertar sobre a doença, ensinando os sintomas básicos.