Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/07/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à saúde. Contudo, é comum que se encontre nos dias atuais muitos indivíduos que sofram de ansiedade, distúrbio esse, que afeta diretamente todo o sistema imunológico da pessoa. Nesse sentido, o tabu que habita a sociedade a respeito de doenças da mente, juntamente com a falta de políticas governamentais que protejam os cidadãos, são fatores que devem ser combatidos diariamente para que a sociedade goze de seus direitos e funcione em sua normalidade.
A princípio, é fundamental entender que o preconceito existente a respeito de transtornos mentais é um dos fatores que agravam o problema, pois de acordo com o Conselho Federal de Psicologia, mais de 40% dos psicólogos têm sua agenda ociosa, fato que demonstra que muitos ainda negam a busca de ajuda psicológica mesmo em meio a complicações. Diante disso, é importante que a sociedade perceba que a ansiedade, assim como qualquer outra doença, deve ser tratada com o auxílio de um profissional que garanta um diagnóstico preciso afim de encontrar um tratamento eficaz contra a enfermidade, visto que ela se manifesta em diferentes graus de acordo com o paciente. Pois a partir do momento que a pessoa não trata de um distúrbio, considerando-se a ansiedade como tal, esse pode gerar complicações mais graves no paciente, como um quadro depressão, por exemplo.
De outra parte, é importante a percepção de que a falta de políticas públicas que protejam o cidadão é outro fator que potencializa o problema, pois segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o País que mais tem quadros de ansiedade no mundo. Diante disso, visto que muitas pessoas ainda carecem de informações que as instiguem a buscar ajuda médica, é fundamental que o governo esteja sempre a divulgar a importância de procurar profissionais que garantam um auxílio psicológico e prescrevam medicamentos que ajudem o paciente a não desenvolver um grau mais elevado de ansiedade. Pois tal fato poderá comprometer sua saúde como um todo, fazendo com que esse sinta-se, por muitas vezes, inválido e excluído socialmente.
Diante do exposto, é necessário que o governo promova políticas públicas que garantam a manutenção da saúde pública. Portanto, cabe ao poder público, através de palestras educacionais, ministradas por psicólogos, reproduzidas no horário nobre da televisão, mostrar quais são os sintomas da ansiedade e instigar a população a procurar ajuda médica para evitar o agravamento da doença. Além disso, o estado também disponibilizará um canal de telefone gratuito no qual as pessoas poderão entrar em contato com tais especialistas para ter consultas por telefone, visando diminuir os casos de ansiedade. Dessa forma, os Direitos Humanos serão respeitados e a saúde pública será garantida.