Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com os maiores índices de ansiedade no mundo. Nesse sentido, é indubitável que os transtornos psicológicos, a exemplo dessa, estão cada vez mais presentes na sociedade contemporânea, apresentando-se como uma “epidemia silenciosa” que demanda diversos desafios para combatê-la. Dentre esses, está a preconceito social junto à negligência governamental em tratar tal problemática como uma questão de saúde pública.

A priori, conforme o psicanalista Sigmund Freud, a psicologia individual é, ao mesmo tempo, social. Nessa perspectiva, o indivíduo é, inevitavelmente, influenciado pelo grupo, o qual produz alterações na sua vida psíquica. Logo, a grande demanda de produtividade junto à autocobrança, ambos resultados Era Contemporânea, acabam por gerar a ansiedade, um transtorno psíquico que, como tal, foge do controle do indivíduo, afetando negativamente suas atividades corriqueiras. De certo, no Brasil, o pouco acesso à informação corrobora o preconceito da sociedade em relação à essa doença, tal estigmatização não só desestimula, naqueles que são acometidos, a procura de ajuda, mas também contribui para a perpetuação de seus elevados índices no país.

Ademais, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), quatro em cada dez pessoas têm ou vão ter algum transtorno mental durante a vida. Nesse ínterim, o fato de o governo brasileiro não tratar adequadamente a ansiedade como um problema de saúde pública resulta no crescimento dessa problemática no país. Certamente, o escasso investimento em campanhas que conscientizem os indivíduos com relação aos sintomas e consequências dessa doença influencia diretamente na falta de procura por antendimento psicológico pelos cidadãos. Além disso, as precárias condições de saúde do Brasil, especialmente nas pequenas cidades, onde o acesso à saúde psíquica é ínfimo, atuam em conjunto a perpetuação dos níveis de ansiedade do país. Dessa forma, é necessária uma mudança na abordagem governamental no que diz respeito ao combate desse transtorno mental.

Em suma, medidas fazem-se necessárias no tocante aos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea. A princípio, o Ministério da Educação (MEC), deve criar palestras nas instituições educacionais, com a presença de psicólogos, que abordem a temática da ansiedade e desconstruam os tabus existentes, no intuito de mitigar tais preconceitos da sociedade. Somado a isso, o Estado, deve investir na melhoria do acesso à saúde psicológica nas pequenas ciades do país, com o envio de profissionais e, por meio da mídia, deve investir em campanhas que mostrem as consequencias causadas pela ansiedade no físico e psicológico daqueles que a possuem, indicando  e mostrando a importância dos meios de tratamento.