Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2020

A Constituição Federal, promulgada em 1988, descreve o direito à saúde como inalienável a todos os cidadãos. Entretanto, hodiernamente, os desafios no combate à ansiedade na sociedade representam imbróglios para o firmamento de uma mentalidade saudável. Desse modo, fica evidente que esses obstáculos são a intensa pressão exercida sobre a juventude para o ingresso imediato no mercado de trabalho, bem como a criação de uma falsa necessidade individual de encaixe em padrões sociais pré-estabelecidos como “dominantes”.

De antemão, percebe-se que a intensa pressão exercida sobre os jovens brasileiros no tocante ao ingresso imediato no mercado de trabalho representa um dos desafios no combate à ansiedade na sociedade. Nessa lógica, analisa-se a teoria do filósofo Zygmunt Bauman, a qual expõe que as relações sociais e produtivas atuais tendem a ocorrer de maneira mais veloz do que em épocas passadas. Nesse raciocínio, chega-se à conclusão de que a juventude contemporânea carrega esta pesada carga do imediatismo para ingressar no campo trabalhista para atender as perspectivas de rapidez de um capitalismo negligente com a saúde mental de seus colaboradores. Dessa forma, fica evidente que o interesse em uma mão-de-obra juvenil especializada é um dos grandes influenciadores de um meio grupal sobrecarregado, incerto quanto ao futuro e, consequentemente, ansioso.

Além disso, infere-se que a criação de uma falsa necessidade de encaixe em padrões sociais pré-estabelecidos como dominantes representa outro desafio no combate à ansiedade na sociedade. Nesse contexto, é possível relacionar a isso a teoria do filósofo Erwing Golfman, a qual expôs que instituições totais promovem uma “mortificação do eu” no indivíduo. Nessa ótica, chega-se à conclusão de que o meio comunitário brasileiro ganhou perspectivas totalitárias, visto que a incapacidade de aceitação do diferente, sustentada por preconceitos, tenta aniquilar a individualidade para atingir uma homogeneidade tida como correta. Desse modo, torna-se perceptível que a adequação forçada a esses requisitos promove uma crise identitária construtora de uma comunidade ansiosa.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação amenizar a pressão sobre os jovens no tocante ao ingresso imediato no mercado de trabalho, por meio da efetivação de um projeto chamado “viva um dia de cada vez”, em que psicólogos e economistas possam apresentar, em palestras escolares, estratégias de uma entrada em tal campo de maneira saudável. Ademais, é dever do Ministério da Ciência e Tecnologia findar a falsa necessidade de adequação dos cidadãos a padrões pré-estabelecidos, por intermédio da criação de um aplicativo que exalte o diferente com vídeos e materiais escritos por grupos culturais. Assim sendo, a sobrecarga e a diversidade deixarão de ser imbróglios no combate à ansiedade.