Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 21/07/2020
No contexto do surgimento do Renascimento e da intensificação das ideias da teológicas da poderosa Igreja Católica,emergiu o Barroco.Nele,os indivíduos se mostravam aflitos internamente devido ao embate de ideias existentes na sua formação.No Brasil hodierno,apesar do novo plano de fundo social,é perceptível a tradução das angustias da população em doenças como a ansiedade.No entanto,ainda que seja notória na sociedade contemporânea,os mecanismos de combate a essa enfermidade esbarra em desafios graças ao trabalho ineficaz da mídia na realização do seu papel social além do alheamento do Estado a essa temática.
Em primeiro plano,é fundamental analisar a atuação da imprensa no meio em que a população está inserida.Segundo o sociólogo Mário Sérgio Cortella,a mídia atua como corpo docente da sociedade,já que ela tem como papel direcionar a massa popular.Entretanto,na atualidade,tal agente social não tem cumprido com sua função,uma vez que,ao invés de instruir,tem criado bolhas exclusivas,nas quais só são aceitas formas padronizadas de vida.Imersos nesse contexto,a maioria dos indivíduos se sentem apartados do modelo repercutido nas redes sociais e acabam desenvolvendo transtornos emocionais e se tornando pessoas ansiosas.Prova disso,é o dado da Organização Mundial de Saúde(OMS), a qual afirma que 18,6 milhões de brasileiros são portadores de tal patologia.Assim, nota-se que a imprensa não usa de forma positiva sua persuasão o que traz adversidades no combate ao problema citado.
Em segundo plano,é válido atentar que o poder público também se torna agente motivador dos desafios no combate à ansiedade no Brasil.Embasado na Constituição de 1988, o Estado deve garantir bem-estar ao corpo social,pelo fato desse agente possuir grande domínio popular.No entanto,apesar de ser o documento que dita a relação entre o governo e o povo,tal garantia é vista apenas no papel,enquanto na prática tal descaso toma proporções mundias colocando o Brasil como país mais ansioso do mundo,segundo a OMS.Isso comprova a falta de engajamento governamental na questão da saúde mental dos brasileiros.Logo,é notório que as dificuldades vistas na resolução desse problema é ainda mais intensificada devido à falta de iniciativa dos líderes públicos na atenuação desse quadro.
Portanto,são importantes ações que resolvam tal impasse.De início,é dever da imprensa socialmente engajada,devido ao seu papel de instruir,fazer postagens,por meio das redes sociais,que abordem os de sinais de ansiedade e mostrem a ligação disso com a existência de bolhas nesse âmbito.Tudo isso a fim de introduzir tal a gente no combate a essa patologia tão persistente na sociedade e conscientizar a população quanto a essa temática.Por fim,cabe ao poder público organizar conversas,por meio de palestras,entre psicólogos e o povo,para que o país deixe de ser o mais ansioso do mundo.