Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2020

Segundo estudo da OMS (Organização Mundial de Saúde), atualmente, o Brasil é o país com mais pessoas que sofrem de ansiedade, aproximadamente 1 a cada 10 brasileiros possuem a doença. Assim, é fundamental a análise dos desafios ao combate do transtorno na sociedade contemporânea, a fim de reduzir seus índices. Seja pela forte influência da tecnologia a causa, seja pelo tabu social.

Em primeira análise, é válido observar a forte influência do dinamismo do século XXI associado ao capitalismo e a rapidez de informações. Na tela “Operários” de Tarsila do Amaral, a autora representa com perfeição a variedade étnica presente no processo de industrialização do Brasil, mas principalmente o aparente cansaço e exaustão gerado apenas  pelo crescimento financeiro. Além disso, segundo matéria do site “Olhar Digital”, o brasileiro é líder no uso de redes sociais, de acordo com os dados cerca de 88% da população faz uso. Apesar da garantia do acesso a informação em maior popularidade, os riscos estão por trás da criação de esteriótipos e padrões sociais a serem seguidos, excluindo aqueles que não se encaixam e criando um sentimento de negação do próprio “eu”. Sendo assim, torna-se fundamental a criação de programas voltados ao apoio humano e de transtornos.

Em segunda análise, é de suma importância analisar o tabu social acerca dos transtornos psicológicos que são normalmente encarados como “frescuras”, e entre as classes desfavorecidas economicamente denominadas como “doenças de rico”. O sociólogo Émile Durkheim ao fazer estudo das motivações do suicídio identificou diversas, dentre elas o egoísta, o qual é normalmente praticado por indivíduos que não estão devidamente integrados à sociedade. Trazendo sua análise para a realidade atual do Brasil, pode se observar que a ansiedade é um dos principais transtornos que provocam o autocídio, logo possui necessidade de atenção a causa, não podendo ficar restrita apenas ao “Setembro Amarelo”,  o mês da valorização da vida.

É mister, portanto, que é dever do Estado promover as melhores condições de vida para a população, e sendo a ansiedade um problema de saúde, o Governo Federal deve agir por meio de seu Ministério. A fim de gerar o bem-estar social, é fundamental a participação dos influenciadores digitais na divulgação da existência dos problemas, na possibilidade de tratamento e na sua responsabilidade em anular a ideia de vidas perfeitas nas redes sociais. O projeto poderia se chamar “Eu real” e promoveria benefícios fiscais àqueles que aderissem a campanha. Associado a isso, as secretárias de saúde deverão promover visitas principalmente a casas populares a fim de discutir o assunto e identificar possíveis casos e garantir tratamento através do SUS (Sistema Único de Saúde). Como efeito social, a redução de desafios será uma realidade, tornando o Brasil como referência no combate.