Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/07/2020

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil cerca de 10% da população sofrem de transtorno de ansiedade. Assim, na obra " Sociedade do cansaço" do filósofo byung-chul han, na contemporaneidade o indivíduo vive para produzir a todo instante sem pausas, o que contribui para o aumento de doenças neurológicas.  A partir desse contexto, é válido destacar os desafios encontrados no combate a ansiedade, como é o caso do preconceito enraizado na população brasileira, quando se busca uma ajuda profissional, como também a questão da falta de infraestrutura para o atendimento de pacientes.

Inicialmente, é visto a questão do preconceito que existe em relação a uma ajuda profissional da área psicológica no país. Segundo, o pensador Pierre Bourdieu,  na sua teoria “Violência simbólica”, o ser humano é coagido a seguir os discursos dominante, o que reverbera no tabu em relação á busca por ajuda no tratamento da ansiedade. Pois, por ser uma doença mental é atribuído que o portador da doença seja louco e não deva viver em sociedade. Logo, por conta do tom pejorativo da doença a pessoa é coagida a não ir em busca da cura e acaba aumentando o grau da doença, que ocasionará problemas mais graves.

Em uma segunda análise, nota-se, a questão dos baixos investimentos em estrutura para os profissionais e pacientes. Para o tratamento da ansiedade é  necessário requisitos mínimos de estruturas, além de uma maior quantidade de clínicas pelas cidades por conta do aumento da demanda. Uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU), revela que cerca de 70% do cidadãos brasileiros que sofrem de ansiedade não recebem um atendimento adequado, principalmente pelo fato de não terem clínicas que comportem a quantidade de pacientes nas capitais brasileiras. Dessa maneira, por conta da falta de empenho do Governo brasileiro ocorre prejuízo irreparáveis para a população.

Em suma, é essencial combater os empecilhos que contribuem para o aumento da ansiedade na população brasileira. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania, por meio de ações publicitárias nas redes sociais do Governo combater os estigmas da doença, assim havendo uma maior procura por ajuda pelas população no combate da doença. Além disso, o Ministério da Saúde junto aos Governos Estaduais colocará um plano de metas, os quais os Estados ganharam mais verbas para a construção de novas clínicas e para a contratação de profissionais da área. Desse modo, seja possível proporcionar o atendimento do maior número de pessoas pelo SUS com uma alta qualidade.