Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2020

Em entrevista ao jornal El País, o sociólogo Zygmunt Bauman, afirmou que “tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. A partir disso, é evidente que o Brasil está mergulhado em meio a uma pandemia de ansiedade, porém doenças mentais como a ansiedade e a depressão ainda são tratadas com aversão por parte da sociedade. Diante dessa perspectiva, as maiores problemáticas enfrentadas pelos indivíduos que sofrem com isso são os esteriótipos impostos ao longo dos anos e o crescimento exacerbado da exposição pessoal nas redes sociais.

Primeiramente, vale ressaltar que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 20% de cidadãos com faixa etária entre 19 e 30 anos, sofrem com algum tipo de  transtorno mental. Devido às dificuldades em busca da estabilidade financeira e a busca de identidade própria a ansiedade é uma das doenças mais frequentes nessa fase da vida. Sintomas como insônia, fadiga, instabilidade emocional, dificuldade de concentração, diversas vezes esses sintomas são considerados comuns e por isso não ocorre a procura de profissionais adequados para realização de um tratamento especializado.

Ademais, destaca-se que as redes sociais é uma espécie de refúgio para aqueles que enfrentam crises de ansiedade. Sendo assim, esses as utilizam como válvula de escape para fugir da realidade ou até mesmo através dos apps retratar que estão muito bem e não precisam de ajuda. Porém, essa é o modo mais comum encontrado por esses indivíduos como forma de demonstrar “felicidade” e escapar de perguntas que os incomodem.

Portanto, urge a necessidade de que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde tomem iniciativas como a maior circulação de informações sobre pertubações mentais através do rádio, televisão, ponto de informações em postos de saúde, hospitais, entre outros veículos de comunicação mais utilizados pela população, a fim de que assim haja um conhecimento de maior público alvo e com o tempo os esteriótipos impostos pela sociedade diminuam. Além disso, ainda é preciso que as pessoas que encaram essa doença de frente ou conhecem aquelas que passam por essa situação,  ao invés de fingirem estar tudo bem procurem especialistas qualificados no tratamento da ansiedade, tendo em vista as consequências que o agravamento dessa pode causar. Com isso, espera-se que a doença tenha o reconhecimento da gravidade que apresenta e dessa forma que a recorrência a ajuda seja imediata.