Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/07/2020

O filósofo Michel Foucault disse: “todo ser humano é uma construção social, psicológica e biológica que estejam em harmonia”. Nessa perspectiva, as mentes humanas enfrentam obstáculos que impedem concordância com o bem-estar do corpo, que evitam o surgimento da ansiedade descontrolada, como as pressões psicológicas e a ausência de acesso ao tratamento adequado.

Primeiramente, na formação identitária dos indivíduos, são definidas expectativas familiares e pessoais. Dessa forma, quando torna-se uma previsão futura desesperada -impulsionada pela exigência- que interferem na vida cotidiana indica o sintoma do transtorno de ansiedade. Segundo a  obra " O Tempo e o Cão" da psicanalista Maria Rita Herl, no mundo moderno existe a relação de urgência e produtividade com o tempo. De fato, evidencia-se a exacerbação de auto engendramento imediato conceituado pela sociedade moderna, como uma maneira de definir alguém pela sua produtividade. Assim, consequentemente arrisca o controle emocional das pessoas e são mais suscetível à crises psicológicas.

Ademais, é evidente o descuido da população em estabelecer medicações sem acompanhamento médico ou a automedicação, não saber como identificar e orientar corretamente as vítimas, e também conhecer métodos de prevenção básicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 33% da população mundial sofre de ansiedade. Desse modo, condiz a urgência necessidade de sistemas democráticos de saúde eficientes para o tratamento da doença. Então, ocasiona em crescentes casos de cidadãos com dificuldades de dormir bem, concentração e tomar decisões causadas pelo desequilíbrio mental.

Em síntese, os desafios no combate do transtorno de ansiedade na Idade Contemporânea podem ser enfrentados com a ajuda do governo e a população. Logo, para que aconteça, o Ministério da Educação deve inserir vagas de emprego para contratar psicólogos (pagos pela verba estatal) atuarem nos institutos educacionais públicos, em que ficarão disponíveis consultas gratuitas destinadas aos estudantes que poderão ser diagnosticados e consultados semanalmente; a fim de serem preparados para enfrentar adversidades cotidianas e saberem controlar as emoções. Idem, o Ministério da Saúde tem o dever de desenvolver um programa -por meio do SUS- focado em criar uma ala hospitalar nas UPA estaduais capazes de atenderem pacientes de doenças mentais ( principalmente a ansiedade e a depressão), que seja realizado diagnósticos, doações de medicamentos financiados pelos impostos e disseminar conhecimento aos habitantes sobre a importância de cuidar da saúde mental; com o propósito de facilitar o acesso de cuidados adequado aos pacientes de têm transtorno de ansiedade.