Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2020

“O mínimo para viver” é um filme dramático que conta o dilema de Ellen, uma adolescente que sofre se anorexia e por consequência se torna uma pessoa ansiosa, no qual, não  sente esperança em ser curada do distúrbio alimentar e tampouco tem esperança na vida. Fora da ficção, no Brasil, a realidade é bem parecida com a drama, pois segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) cerca de 9,3% da população sofre desse distúrbio, ocasionado muitas vezes por problemas pessoais e doenças já existente.

Em primeira análise, o desenvolver da doença é ocasionado a partir de problemas cotidianos, seja-o no âmbito familiar, crise financeira, situação de violência, corrupção e entre outros. Condizente ao sociólogo francês Émile Durkeheim, “Todo caso de morte resulta direta ou indiretamente um ato, positivo ou negativo, executado pela própria vítima”. Logo, a morte se torna algo positivo, pois para muitos é ter todos os problemas cessados. Com isso, jovens de 15 a 29 anos são os principais a sofrerem com essa problemática, que além da ansiedade, traz consigo a depressão e o pensamento suicida.

Por outro lado, sofrer com a ansiedade é mais comum do que muitos imaginam. Em território nacional, cerca de 13,3 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que muitas vezes vem atrelada a partir de outra já existente.Entretanto, esse transtorno mental pode chegar a atrapalhar relacionamentos, desempenho profissional, o bem-estar físico e emocional do cidadão.Contudo, esse é um problema ainda em tabu para a nação, porque ainda se permanece em pleno século XXI a rotulação de “doido” para todo e qualquer individuo que procura tratamentos medicinais e ajuda especializada.

Em suma, faz-se  necessário que uma força maior atue sobre essa problemática para que a mesma saia da inércia. Desse modo, é preciso que o Ministério da Saúde em conjunto com as prefeituras municipais elaborem concursos para admissão de profissionais especializados, com o intuito de um atendimento otimizado e grátis, viabilizando o bem-estar da sociedade. Como também, é essencial  um plano midiático propagado por tvs, redes sócias e outdoors em torno da discussão sobre a temática, para que se possa quebrar o tabu criado pela sociedade e influenciar pessoas a procurarem ajuda profissional. Só assim, poderemos minimizar problemas parecidos com o de Ellen e voltar a dar sentido a vida das pessoas que sofrem com a doença “Mal do século”