Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 22/07/2020

O médico neurologista Sigmund Freud descreveu a ansiedade como doença em 1926. Entretanto, só em 1980 foi atribuída aos manuais médicos como patologia, o que retardou o combate a tal enfermidade. Consequentemente, no século XXI, milhões de pessoas são infectadas apenas no Brasil.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que com a redução das distancias globais, proporcionada pela globalização, as pessoas sentem-se pressionadas de estarem sempre fazendo algo. Esse excesso de produtividade é descrito por Byung Chul-Han, filósofo sul-coreano, como o maior gerador de doenças neurológicas, tais como a ansiedade. Prova disso são as redes sociais, como Instagram, em que os usuários veem os outros fazendo algo e querem fazer o mesmo, sentem-se improdutivos dessa forma.

Igualmente, pode-se destacar que países em desenvolvimento, como o Brasil, tem uma das maiores taxas de ansiedade do mundo. No ano de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade e até maio de 2020, devido ao isolamento social, essa taxa praticamente dobrou, como aponta estudo da Uerj divulgado pelo Estadão. No mesmo estudo, consta que a prática de exercícios físicos faz com que grande parte dos indivíduos não obtenham esse estresse.

Em suma, com o impacto causado pela ansiedade, o Ministério da Saúde deve criar uma campanha de conscientização. Ela carecerá do intermédio dos meios de comunicação, em que apresentará o excesso de produtividade como grande causador do problema. Além disso, a campanha relatará a utilidade da prática regular de exercícios físicos no combate a essa impaciência. Naturalmente, não só essa, como inúmeras outras doenças deterão menos impacto, tornando a sociedade brasileira mais saudável.