Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 20/07/2020

¨Nada se perde,nada se cria, tudo se transforma¨, segundo o Biólogo Antoine Lavoisier na natureza nenhuma substância é julgada como nova, porque tudo está em constante mudança.Em analogia  a frase do estudioso, as doenças atuam de mesma maneira na natureza,pois, assim como as sociedades evoluem e criam suas especificidades as enfermidades também passam por esses processos. E diante dessa perspectiva de constante evolução, evidencia-se na contemporaneidade uma temática bastante complexa, os desafios do combate à ansiedade na sociedade,assunto esse que necessita de quebra de paradigmas e de maior ação governamental.

Para o filósofo Aristóteles, é primordial um corpo e mente saudáveis,porque desse modo o cidadão tenderia a escolher a melhor decisão política possível.E em síntese ao pensamento do filósofo,é evidente a falha constitucional do governo em garantir a saúde mental da sua população,pois, segundo a Organização Mundial da Saúde  o Brasil é o país que tem o maior número de pessoas ansiosas no mundo.Ademais, como exemplo a ser destacado desse não cumprimento constitucional de disponibilização de acesso à saúde, tem-se a falta de psicólogos e psiquiatras na rede pública de atendimento, as grandes listas de espera para consultas e até mesmo má distribuição nos medicamentos profilático dessa doença. Dessa forma portanto, fica evidente a falta de compromisso governamental na manutenção do bem estar mental de seus cidadãos.

Outrossim,vale ressaltar o papel do preconceito e dos paradigmas criados em relação à ansiedade,porque infelizmente grande parte da população brasileira,por falta de informação,acreditam que essa enfermidade neurológica não causa danos a saúde. E como exposto desse preconceito tem-se as frases ¨Ansiedade na minha época era falta de laço¨ ou até mesmo ¨Ansiedade é coisa de quem tem tempo sobrando¨, essas afirmativas de cunho popular colaboram diretamente com a não procura das pessoas em ajuda médica e até mesmo na descrença que essa doença exista.

Com base nos fatos apresentados,conclui-se,que os paradigmas e o não cumprimento da Constituição Federal atuam como barreiras no combate à ansiedade na modernidade.Portanto,cabe inicialmente ao Estado, efetivar a legislação já existente, por meio de maior investimento na área da saúde, a fim de garantir acesso aos cuidados mentais da população.Além disso, é dever também do Governo Federal em união com grandes meios de comunicação, em horários nobres, ministrarem debates e palestras sobre as doenças psicológicas e seus sintomas na vida das pessoas, com a finalidade de erradicar o preconceito criado em relação à ansiedade.Dessa forma então, indubitavelmente, as barreiras enfrentadas por essa enfermidade mental serão dissolvidas.