Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2020

O documentário da Netflix chamado “Take Your Pills”, tome seus remédios, fala sobre o uso abusivo de estimulantes pelos jovens como forma de ajuda para alcançar os objetivos cobrados pela sociedade. De forma análoga, é notório a presença dessa problemática no Brasil, onde há os maiores índices de ansiedade do mundo. Assim, as principais causas são o uso abusivo de redes sociais e fatores os socioeconômicos presentes no país.

Nesse cenário, com o avanço tecnológico e a facilidade de obtenção de informações houve também um aumento da pressão e competição social. Desse modo, como foi dito pelo sociólogo Zygmunt Bauman, “as redes sociais são uma armadilha”. Assim, com a exposição de estilos de vida “perfeitos” muitas vezes irreais, onde fotos são facilmente manipuladas para simular algo que não existe, a busca para alcançar esse padrão se torna cada vez maior, o que provoca o aumento dos casos de ansiedade e outros transtornos psicológicos como a depressão.

Além disso, outros fatores que causam doenças psicológicas estão ligadas a crise econômica em que se encontra o país na atualidade. De maneira análoga, em 1929 com a quebra da bolsa de valores de Nova York a recessão econômica internacional provocou a chamada Grande Depressão. Sendo assim, o empobrecimento do país atrelado ao aumento dos casos de desemprego faz com que muitos cidadãos, preocupados por não ter uma condição financeira estável, desenvolvam os transtornos mentais, se tornando assim uma questão de saúde pública.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com as prefeituras dos municípios, disponibilize apoio psicológico gratuito em postos de saúde, por meio da construção consultórios e o emprego de psicólogos, para atendimento semanal dos cidadãos que precisarem, afim de aumentar a acessibilidade de tratamentos adequados e gerar empregos. Diminuindo, dessa forma, o índice de pessoas com ansiedade no Brasil.