Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 03/09/2020
O alimento da engrenagem
Na obra de arte expressionista “o grito” de Eduard Munch, ele retrata os sentimentos de medo, melancolia e angústias do ser humano. Sentimentos esses, que tem como aliado a ansiedade, que permeia fortemente a sociedade contemporânea. Nesse sentido, esses sentimentos se intensificam sob as influências de instabilidades sociais, políticas, pessoais, econômicas e também devido aos tabus sociais impostos sobre o tratamento.
Em primeira análise, os diversos problemas que o país enfrenta, sendo eles, problemas sociais, estruturais, políticos, financeiros e entre outros. Elevam as taxas de pessoas com esse transtorno, que segundo a OMS - O Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com ansiedade no mundo. Sendo assim, isso pode gerar grandes impactos negativos, desencadeando uma sociedade impaciente, com dificuldades de socialização e pessoas com distúrbios psíquicos.
Nessa perspectiva, nota-se que o corpo social tem consciência dos sintomas e consequências dessa doença. No entanto, segundo o psiquiatra Daniel Martins, membro do Hospital das clínicas de SP, a sociedade ainda impõe tabus para o tratamento do transtorno, enfatizando e disseminando mitos, julgamentos baseados no senso comum, preconceitos e, desse modo os indivíduos perecem e tornam-se “alimento” para essa engrenagem.
Dessa forma, fica evidente a irresponsabilidade estatal e sua ineficiência para com os aparatos, investimentos financeiros e estruturais para o atendimento social. O poder executivo, por meio do Ministério da Saúde deveria investir na estrutura pra os atendimentos, disponibilizar maior número de profissionais, realizar campanhas afim de desmistificar e orientar a população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento. Somente assim, seria possível cessar o “alimento” da engrenagem de uma sociedade adoecida.