Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 26/07/2020
Desafio Social
Na obra “Utopia”, do escrito inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o combate à ansiedade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito da sociedade, quanto da ausência de políticas públicas eficientes. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Precipuamente, é fulcral pontuar que os desafios para o combate à ansiedade derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil é o país mais ansioso do mundo, em que, 18,6 milhões de pessoas convivem com o transtorno. Sob esse âmbito, observa-se, a escassez de políticas públicas eficientes que possibilitem o acesso aos serviços e profissionais o qual as pessoas que sofrem de ansiedade necessitam. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o preconceito da sociedade como promotor do problema. Esteando-se nesse pressuposto, constata-se, que diversas pessoas identificam os sintomas da doença, mas resistem em buscar ajuda profissional, mediante ao tabu instalado na sociedade, do uso de medicamentos e acompanhamento psicológico. Nesse contexto, nota-se, que a população não possui consciência da gravidade que o distúrbio pode causar, se não tratado adequadamente. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o preconceito contribuiu para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço do problema na sociedade brasileira. Dessarte com o intuito de mitigar os desafios para o combate à ansiedade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em assistência aos indivíduos que necessitam de ajuda, por meio da criação de um espaço para a saúde mental que disponibilize consultas médicas, terapia, meditação e interações entre os pacientes através de palestras. Visando o mesmo objetivo, o Ministério da Educação, pode, ainda, oferecer uma disciplina de saúde mental nas universidades. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.