Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 29/07/2020
O filme “Coringa”, produzido Warner Bros. Pictures, retrata a história de Arthur Fleck, um homem que sofre de transtornos psiquiátricos, como a ansiedade, e que não sabe lidar com estes. De maneira análoga, segunda dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 18,6 milhões de brasileiros sofrem com esse problema, tornando o Brasil o país mais ansioso do mundo. Nessa esteira, nota-se que a ansiedade na contemporaneidade é um grave problema no nosso país, devido, não só à banalização de distúrbios mentais, mas também à falta de assistência.
Em primeiro plano, é válido ressaltar o quão ignorados são os problemas psicológicos pela sociedade. Semelhante à depressão, a ansiedade é, muitas vezes, tratada com inferiorização. Em virtude dessa banalização, uma parcela dos indivíduos afetados por essa doença não procuram por ajuda profissional, o que tende a agravar esse distúrbio e torna-lo cada vez mais difícil de ser tratado. Para o sociólogo Émile Durkheim, o suicídio se relaciona com fatores sociais, como estado civil e profissão, demonstrando que a falta de interação social é uma das principais motivações do pensamento suicida.
Ademais, vale salientar a falta de assistência pública à pessoa portadora de transtornos psicológicos como impulsionador do problema. O alto custo das consultas particulares impossibilita que muitos indivíduos recebam o devido tratamento, considerando a falta de especialistas no assunto na rede de saúde pública. É inadmissível aceitar tal comportamento do Poder Público, que devia assegurar o direito à saúde e ao bem estar a todos os cidadãos brasileiros, já previsto na Constituição Federal de 1988.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz-se mister, pois, que as Secretarias de Saúde municipais, em parceria com o governo estadual, promova atendimento 24 horas nos centros de saúde, aumentando juntamente o número de psiquiatras na rede pública. Além disso, o Ministério da Saúde deve criar oficinas educativas em locais públicos de grande circulação, para a população em geral por meio de palestras de psicanalistas, que orientem a população sobre a importância do debate sobre saúde mental e os sintomas da ansiedade. Espera-se, dessa maneira, que ocorra a limitação desse adverso imbróglio social e que no futuro não tenha mais casos semelhantes ao do filme “Coringa”.