Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 23/07/2020

Funcionando como a segunda lei de Newton, a lei da inércia a qual afirma que um corpo tende a se manter em movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando seu percurso, a ansiedade é um problema que persiste no corpo social brasileiro por conta da alta taxa de violência, e um sistema de saúde precário. Com isso ao invés de agir como força suficiente e mudar o percurso do problema, da persistência para extinção, o conjunto de fatores políticos e econômicos acabam por contribuir com o quadro atual.

Primeiramente, e indispensável salientar que a falta de investimento na segurança pública deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne na criação de mecanismos que coibam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado e responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no brasil. Devido a falta de investimento em inteligência policial, uma vez que no brasil apenas cinco por cento dos homicídios são solucionados, e uma ambiente com alta taxa de violência gera um aumento de ansiedade na população. Dessa forma faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de profissionais de saúde mental, e a superlotação do SUS como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, observamos que o numero desses profissionais no brasil é dez vezes menor que o da europa, e que o valor de uma consulta particular fica inviável para a parte mais desfavorecida da sociedade, dificultando o combate à ansiedade. Desse modo, torna-se difícil a mudança do percurso, da persistência para extinção.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter a persistência da problemática na sociedade brasileira. dessa maneira, com intuito de mitigar a superlotação do SUS, necessita-se urgentemente que o tribunal de contas da união envie capital por intermédio do ministério da saúde que seja revertido em um aumento do numero de profissionais da saúde, através de parcerias públicas privada, desse modo melhorando o quadro atual. E só assim irá mudar o percurso da problemática, da  persistência para extinção.