Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/07/2020

Do ponto de vista evolutivo, desde os tempos primitivos, a ansiedade está relacionada às substâncias químicas produzidas pelo cérebro humano diante de situações de perigo em seu habitat. Todavia, com alta demanda de produtividade do modo de vida moderno, esse viés evolutivo, que antes auxiliava na sobrevivência da espécie humana, agora é um empecilho na vida profissional e, principalmente, pessoal de muitos brasileiros. Dentre os fatores que atenuam esse quadro, destaca-se a rotina de trabalho intensa e a pressão psicológica, aliados a propensão genética do indivíduo. Desta forma é necessário mobilizar-se para superar os desafios no combate a ansiedade no mundo moderno.

Primeiramente, é imperativo salientar que a cobrança excessiva por produtividade no sistema capitalista teve severos efeitos colaterais no psicológico da sociedade como um todo. Segundo pesquisas efetivadas pela empresa de seleção e recrutamento Robert Half, cerca de 42% dos profissionais brasileiros convivem com estresse e ansiedade no seu dia a dia. Logo, é visível que cargas de trabalho extenuantes, alta demanda de tarefas e preocupação com demissões atenuam o transtorno de ansiedade.

Em segundo plano, é válido ressaltar que fora do ambiente laboral, também há fatores significantes na perpetuação da ansiedade, principalmente no aspecto familiar. No Japão, por exemplo, o indicies de estudantes do ensino médio prestes a ingressar faculdade que possuem transtorno de ansiedade são tão altos que foram declarados como problema de saúde pública. Essa ansiedade crônica, juntamente com outros problemas psicológicos resultantes da pressão psicológica para ser “bem sucedido” e ingressar em uma boa faculdade, são os principais fatores responsáveis pelo alto número de casos de suicídios entre os jovens japoneses.

Portanto, é necessário analisar os casos específicos de ansiedade, pois estes estão relacionados diretamente com o cotidiano e a relação familiar de cada indivíduo, além de sua predisposição genética. A partir dessa análise, na tentativa de sanar o problema, o Conselho Regional de Educação Física (CREF) de cada região, em ação conjunta com o Ministério da Saúde, deve formular políticas de lazer, principalmente focada no esporte, como por exemplo, grandes ginásios para a prática de atividades coletivas e proporcionar aulas online sobre atividades físicas, com instrutores qualificados. Além disso, investir em plataformas online de conversa como forma de terapia para os indivíduos que não se sentem confortáveis para falar pessoalmente sobre a sua ansiedade. Com tais medidas efetuadas, observar-se-á uma alteração relevante no que diz respeito a qualidade de vida dessas pessoas e, consequentemente, amenizando ou, de forma mais otimista, sanando o problema da ansiedade.