Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/07/2020

O médico neurologista Sigmund Freud, em 1923, publicou o livro o “Ego e o Id”, o qual lhe garantiu o título de pai da psicanálise. Atualmente, o número de casos de doenças mentais vêm aumentando, principalmente, a ansiedade atingindo 9,3% dos brasileiros. Os fatores que influenciam tal situação são: pressão imposta pelo trabalho ou estudo e a negligência do Governo.

Nesse âmbito, é preciso pontuar, de início, que entre as causas desse distúrbio destaca-se a grande responsabilidade imposta sobre trabalhadores e até mesmo estudantes. Como se pode ver no documentário “Take of Pills”, da Netflix, no qual os participantes relatam o quanto a competitividade e a alta demanda de serviços os levaram a exaustão, dessa forma, muitos recorreram a “válvulas de scape”, ou melhor, remédios que aumentam a produtividade. Diante do exposto, é perceptível que a busca, cegamente, por “sucesso” faz com que esses usuários se tornem indiferentes com relação a sua própria saúde.

Além disso, vale-se ressaltar, a descuido do Governo com relação a problemas mentais. De acordo, com o Ministério da Saúde o dinheiro para saúde mental é de menos de 1,5% do orçamento total, ficando muito abaixo da média mundial (2,8%). Diante dessa perspectiva, fica evidente que isso é decorrente de um certo tabu com relação a problemas psíquicos, visto como “frescura”.

Em suma, é necessário que medidas sejam tomadas para a quebrar os obstáculos ao combate a ansiedade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Economia implementar projetos que forneçam apoio psicológico de qualidade através da construção de uma boa infraestrutura, uma equipe interdisciplinar contando com psicólogos e psiquiatras - ocorrência do tratamento pode ser em atendimento individual, terapia em grupo e palestras - a fim de que as pessoas possam se cuidar da forma adequada, consequentemente, ocorre a diminuição na taxa desses problemas.