Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 25/07/2020
A ansiedade é um distúrbio psicológico que resulta em crises, das quais os principais sintomas são falta de ar, aumento de frequência cardíaca, preocupação excessiva e medo. Tendo em vista que mais de 18 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), possuem esse transtorno, ele se torna um problema de saúde pública, sendo, então, vital entender seus desafios. É prudente dizer que a principal dificuldade no combate à ansiedade é a própria natureza social do homem.
Sem dúvidas, o homem é um animal social. Além de sua convivência em grupo por questões de sobrevivência, como foi apontado pelo filósofo Aristóteles, os homens precisam se relacionar entre si. Segundo Karl Marx, as pessoas têm natureza social porque estão em constante relações trabalhistas. Sendo o homem um animal social, é evidente que possíveis crises na sociedade, como a violência e o desemprego, causariam crises no homem.
Nessa óptica, é possível dizer que a ansiedade é apenas um sintoma de uma sociedade “doente”. De acordo com Frederich Nietzche, o mundo está “doente”, em constante negação da vida, resultado de uma moral que “amansa” o homem. Essa moral, por exemplo, cria um tabu sobre cuidado mental, em que as pessoas ficam com medo de serem rotuladas como “loucas”. Dessa forma, a natureza social do homem permite que o mundo o “adoeça” e ao mesmo tempo o reprima a fingir normalidade.
Portanto, para fazer um combate efetivo contra a ansiedade, é preciso quebrar esse ciclo. Tendo isso em vista, o Ministério da Saúde pode promover campanhas que incentivem a procura à terapia, através de propagandas na TV aberta. Essas terapias podem ser feitas gratuitamente em faculdades públicas de psicologia. Divulgando essa informação, pessoas ansiosas poderão trabalhar na própria natureza humana e combateremos essa epidemia de ansiedade.