Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 26/07/2020
Em um dos capítulos do podcast ‘‘Estórias’’, do influenciador digital Leo hwan, é narrada a história de um jovem contemporâneo, ao qual desenvolve o distúrbio da ansiedade quando iniciado o namoro com a garota que está apaixonado. Por não saber lidar com tal doença, o jovem se desespera e passa a ser controlador de forma obsessiva e adoentada. Ainda no cotidiano, percebe-se que a ansiedade é um obstáculo que prejudica a saúde de mais de um terço da população mundial, segundo dados da OMS. Dessa forma, é fulcral que este assunto seja discutido e destacado, a fim de que haja uma melhora e a redução na presença desta problemática que aflige um considerável percentual da massa mundial.
Em primeira análise, é relevante abordar a ideia que a filósofa alemã Hannah Arendt tem em relação a visão popular da sociedade quando exposta a uma conversa sobre ansiedade, que, por sua vez, está habituada a mediocrizar a sua verdadeira importância. Nesse viés, é importante quebrar esse paradigma, rompendo o tabu existente e incentivando a maior conscientização sobre as possíveis consequências para a perspectiva do homem na atualidade. Dito isso, nota-se que essa resultância pode abalar na reação do individuo, e, consequentemente, também no efeito de suas ações em todos os âmbitos da vida, assim como documentadas na narração do podcast.
Outrossim, a família, os amigos e até mesmo os professores, por não terem o auxílio e a instrução necessária, podem ser responsáveis por negligência social e acabar por alavancar o índice de indivíduos ansiosos. Nessa perspectiva, essa pertubação psicológica, dada pela falta de equilíbrio emocional, consequente da ausência de incentivo das orientações terapêuticas e da parte instrucional por meio de ações governamentais, além da inadvertência dos que convivem com o doente, poderá ser evitada com o apoio iminente dos consortes e familiares. Além disso, outra preocupação recorrente é questão da auto-comparação, desafio intensificado com a comum tendência em que a pessoa tem de buscar a aprovação de outras pessoas nas mídias sociais e, por conseguinte, entrar em um ambiente propício aos sentimentos de confusão e inveja, provocando uma plausível dependência entre os seguidores e o seu próprio valor como humano, aliada à uma possível depressão e outros distúrbios como a ansiedade.
Infere-se, portanto, que o combate à ansiedade na contemporaneidade deve ser feito pela diretriz educacional,aplicada com profissionais, juntamente com a presença aos familiares, a partir de reuniões em coletivo de ambos os lados com o intuito de disseminar um debate à cerca deste assunto. Além disso, cabe ao governo utilizar-se, adequadamente, do uso de verbas públicas para auxiliar na aplicação de projetos e campanhas, a fim de evitar o desequilíbrio emocional do seu povo.