Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 25/07/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa ao da própria existência. Entretanto, no Brasil, esse pensamento é somente teórico, pois os desafios no combate à ansiedade na sociedade se devem a fatores culturais como o preconceito ao tratamento psiquiátrico e as condições políticas e sociais em que o país enfrenta. Com isso, tendo em vista os graves problemas de saúde e bem-estar social, maiores medidas devem ser tomadas pelo Estado junto à população.
Nesse contexto, durante a primeira metade do século 20, com a Globalização, o desenvolvimento da tecnologia na indústria farmacêutica criou diversos medicamentos capazes de ajudar no tratamento psiquiátrico. Nessa perspectiva, por ser uma área com poucos recursos - na época em questão - , o remédio muitas vezes era inadequado para o paciente, sendo usado fortes substâncias no processo. Sob esse prisma, a partir desse histórico, a sociedade atual adquiriu certo preconceito em relação ao tratamento, tanto pelo receio e tabu em relação ao uso de medicamentos no processo de terapia quanto a imagem pré concebida do paciente, corroborando no declínio da saúde mental da sociedade.
Ademais, uma pesquisa da OMS revela que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, com 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com esse transtorno. Além do mais, um estudo realizado no Brasil pela MindMiners, com 550 pessoas em todo o país, revelou que os principais motivos pelo aumento da ansiedade na população eram a persistência da violência, desemprego e má qualidade dos serviços públicos. Dessa forma, fica evidente o quão grave são os desafios no combate à ansiedade, pois o aumento desse transtorno na população prejudica diretamente na saúde pública - podendo levar a casos de suicídio - e bem-estar social, indo de encontro aos Direitos Humanos, presentes na Constituição Federal de 1988.
Portanto, o Ministério da Saúde em parceria com a Mídia devem realizar um projeto de conscientização social, por meio de vias midiáticas, como em propagandas, abordando a importância da discussão sobre o transtorno da ansiedade e a procura de um profissional. Além disso, o Ministério da Educação junto a ONGS devem realizar um projeto social, por intermédio de palestras e seminários nas escolas e instituições de ensino básico e superior de todo o Brasil, com profissionais qualificados no assunto, discutindo sobre os tabus da saúde mental na sociedade e como a situação das políticas públicas do país podem agravar a situação. Dessa forma, com o objetivo de que a população tenha o conhecimento mais aprofundado sobre os desafios no combate à ansiedade, e assim, tenham uma melhor qualidade de vida, como no pensamento de Platão.