Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 26/07/2020

A ansiedade é um dos principais temas mostrados no documentário “Explicando” da Netflix, por conta da ascensão no número de pessoas ansiosas na sociedade contemporânea. Isso acontece devido à, especialmente, negligência dos próprios indivíduos afetados, gerando, inclusive, impactos diretos na economia – como desemprego e despesas indiretas. Logo, medidas são necessárias para amenizar a problemática.        Em primeira análise, é válido ressaltar a falta de procura médica por parte dos alambicados por esse mal. Por causa dos tabus existentes sobre a ansiedade, muitos ainda sofrem preconceitos por apresentarem essa doença. Em comprovação, o personagem Coringa, de filme autointitulado, tem – além de outros problemas mentais – ansiedade, e é visto como “louco” e “paranoico” pela maioria das pessoas que aparecem no filme. Deste modo, por conta do medo de sofrerem esse preceitos, muitos não procuram tratamento e, consequentemente, acabam agravando a doença.    Ademais, uma consequência direta dessa problemática são impactos na economia. Segundo o sociólogo Durkheim, se algo não vai bem em algum setor da sociedade, toda ela sentirá efeito. Assim, pessoas ansiosas – somadas à falta de procura médica – podem ter, por exemplo, ataques enquanto trabalham, podendo prejudicar seu rendimento e, até mesmo, perder seus empregos. Segundo dados da Universidade de Harvard, foram gastos 1,6 trilhões de dólares de despesas indiretas em 2010 relacionadas à saúde mental, como queda na produtividade e aposentadoria precoce. Então, o aumento da ansiedade é um fator de risco para a economia.

Portanto, para amenizar a situação desse quadro, urge que o Ministério da Saúde, por meio das mídias de grande alcance, faça propagandas e vídeos explicativos sobre a ansiedade, tendo, como um bom título de exemplo, o documentário da Netflix. Essa proposta tem como finalidade mostrar como essa doença se manifesta, com o intuito de diminuir seus tabus. Assim, indivíduos – como o personagem Coringa – não serão mais intitulados com preconceitos tão bárbaros.