Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 27/07/2020
O Brasil possui um alto índice no número de pessoas diagnosticadas com transtornos, sendo o mais comum entre eles, a ansiedade. Entretanto, a maioria da população com esse prognóstico, se recusa a aderir ao consumo da medicação para o tratamento adequado. Todavia, a maioria dos tratamentos negados, se dá por especialistas comprovarem, que todo remédio pode vir a apresentar efeitos colaterais posteriores.
Segundo Heráclito, um filósofo pré-socrático, afirma em uma de suas frases a comprovação da mudança das coisas, seja nela, “nunca nos banhamos no mesmo rio”, onde transmite a ideia de que tudo está em movimento de passagem. Contudo, é relevante aderirmos está citação aos dias atuais, onde a instabilidade do Brasil ferre diretamente as camadas mais à margem, possibilitando um maior número de casos de cidadãos propícios a transtornos. Outro viés na sociedade que se encontra ligado diretamente a ideia do filósofo, é o uso posterior e as suas consequências ao tratamento, como ele mesmo cita em sua frase, que tudo se encontra em constantes alterações, isto se dá como exemplo a anos passados, onde os remédios utilizados eram clinicamente perigosos as pessoas, causando efeitos desagradáveis, porém após estudos, atualmente é comprovado o uso de pílulas capazes de trazer bons resultados com o tratamento contínuo.
Outrossim, as pessoas possuem facilidade em abstrair-se de informações rapidamente, porém na maioria dos casos, não se averigua se as ideias aderidas são verdadeiras. Entretanto, a grande parte dos cidadãos estão vivendo em uma era conhecida como, modernidade líquida, explicada por Zygmunt Bauman, onde descreve ser a fase das mudanças rápidas, onde as respostas para as perguntas e observações sejam cada vez mais complexas. Portanto, esse estudo descreve o quanto as novas gerações nascem com o espírito de mudança, porém os mais antigos se abdicam de suas tradições, o que consequentemente leva o uso dos remédios não acreditados, por grande parte da população nas suas novas alterações químicas.
Logo, é de extrema importância que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. No entanto, é essencial a criação de ONGs, disponibilizadas a ajudar principalmente periferias e bairros carentes, com reuniões e palestras, abordando os benefícios do tratamento quando se faz necessário. Outrossim, o Ministério da Saúde deveria arcar com as compras dos medicamentos, disponibilizando a hospitais e postos de saúde e principalmente aderir profissionais especializados como psicólogos e psiquiatras nas escolas públicas e privadas, para melhoras os futuros índices.