Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 28/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é caracterizada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social é padronizado pela ausência de problema. No entanto, a realidade retratada no Brasil contemporâneo é contrária àquela imaginada pelo autor, na qual os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, dificultam na construção de um país melhor. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto da omissão estatal e das mídias digitais.

Com efeito, é imprescindível o uso das redes sociais para a propagação de diversas informações e notícias. Ademais, a Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico, articulou novos processos globalizados. Diante disso, os  processos capitalistas dos meios de produção são frutos das Revoluções Industriais, na qual no mundo pós-moderno incentiva nas mídias digitais o consumo exacerbado. Entretanto, essa busca por sempre mais, e por aquilo que não pode ter, gera o distúrbio da ansiedade que é caracterizada pela expectativa e apreensão.

Outrossim, é fato que a omissão estatal frente à propagação de ações efetivas para implantar meios para o combate à ansiedade, mas o Governo apenas desperdiça dinheiro e cobra impostos. Dessa forma, para o jornalista Gilberto Dismenstein, tal fato é transcrito nas ideias de “Cidadãos de Papel”, uma vez que os direitos figuram tão somente na teoria e não na prática, como o direito à saúde, previsto no artigo quinta da Constituição. Em síntese, isso acontece porque o Governo Federal e Municipal não realizam medidas efetivas com o intuito de acabar com à ansiedade da população, permitindo com que os sintomas e a causa do distúrbio aumente.

Portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar o problema. Diante disso, o Governo, incumbido pela realização das atividades legislativas, deve assegurar os direitos fundamentais - igualdade na saúde - mediante o Poder Legislativo, garantindo e aperfeiçoando os projetos de leis que garantam à inclusão de todos, a exemplo do artigo terceiro da Constituição que preza garantir o desenvolvimento nacional, com o intuito que assegure melhores condições de serviço com mais vigor e atenção na gestão da verba pública recebida. Além disso, cabe as grandes mídias - formadoras de opiniões públicas - criar uma campanha publicitária, por meio das redes sociais, com postagens permanentes para despertar a conscientização das pessoas. Assim, o Brasil se aproximará dos pensamentos de More.