Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 31/07/2020

De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem a maior taxa de ansiedade do mundo. Esse problema de saúde prevalece por diversas razões, entretanto, dentre as mais agravantes estão: a falta de abordagem do tema pela mídia e o preconceito exacerbado com as pessoas que sofrem com essa doença psíquica.

Destaca-se, primeiro, a inobservância da mídia em informar desse problema de saúde pública com mais exatidão. Visto que, as redes de imprensa possuem um papel social em distribuir informações precisas para o coletivo. Dessa forma, o sociólogo Pierre Bourdieu, ressalta que o que foi criado como instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Logo, os meios de comunicação devem ser tornar mais atuantes conforme o sociólogo, transformando seu potencial informativo em conhecimento útil sobre a ansiedade, com o objetivo de ajudar a população a identificar e tratar esse transtorno atual.

Ademais, é preciso também, além de informar mais, contestar a discriminação que pessoas com transtorno de ansiedade enfrentam. Nesse contexto, cabe mencionar a célebre médica psiquiatra Nise da Silveira, que defendia tal pensamento " O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com outra, o que cura é a falta de preconceito.". Assim, fica evidente que deve-se combater o preconceito que prejudica as pessoas à buscarem tratamento, devido a estigmatização sofrida por elas.

Portanto, ações são imprescindíveis para atenuar a problemática. Para tanto, os canais de televisão aberta, juntamente, com redes sociais, como “Facebook” e “Instagram” devem criar uma série de propagandas informacionais sobre a ansiedade, seus impactos, como identificar e onde procurar ajuda para o tratamento, por meio de especialistas no assunto, como os psicólogos, as propagandas também devem conter desmistificação de todos os tabus que cercam a ansiedade e as doenças mentais, a fim de diminuir o preconceito gerado pela falta de informação. Desta maneira, talvez, os brasileiros deixem de ser estatística da OMS.