Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 02/08/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde e à qualidade de vida.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há desafios no combate à ansiedade na sociedade atual.Nesse contexto, é importante analisar que parte da população tem suas garantias constitucionais violadas, isso é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação do problema.
Em primeiro plano, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, na formação de um país mais igualitário e justo.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não garante, suficientemente, direitos básicos para a população, como no fornecimento de escolas de qualidade e oportunidades de emprego para pessoas marginalizadas.Logo, a escassez dessas medidas para grupos, como moradores de rua ou deficientes, contribui para uma epidemia de ansiedade, já que a instabilidade ocasionada pela ausência de trabalho ou de educação gera preocupações constantes e problemas psicológicos.
Ademais, as instituições de ensino demonstram-se ineficientes em desempenhar algumas de suas funções e, especialmente, em estimular a empatia na aprendizagem do estudante.Nesse ínterim, o filósofo Thedor Adorno apontou, como possibilidade sociológica, uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver uma escolaridade marcada por uma ética transcultural e inclusiva.Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, um senso crítico capaz de respeitar os diversos grupos sociais, como pessoas com pouco poder aquisitivo ou com um corpo fora do padrão imposto pela sociedade.Portanto, uma parcela da população, devido à baixa escolarização, pode compactuar com ações preconceituosas e com práticas de “bullying”, o que pode colaborar para o surgimento ou manutenção de distúrbios psíquicos, como a ansiedade.
Em conclusão, é dever do Estado, mediante o cumprimento de seus deveres previstos na Carta Magna, desenvolver medidas capazes de mitigar a problemática.Destarte, é dever do Ministério da Educação, por meio da contratação de profissionais da área da psicologia, garantir assistência aos alunos com problemas de ansiedade, como na identificação das causas dessa doença e em como curá-la.Desse modo, as instituições de ensino poderão auxiliar as vítimas desse distúrbio, de modo a discutir com os pais um tratamento adequado e, ainda, combater os possíveis causadores desses problemas no ambiente escolar, como punir os praticantes de “bullying”.