Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 04/08/2020
Diante do atual cenário provocado pela disseminação do coronavírus, o termo “saúde mental” tem sido muito discutido no Brasil, que, além de liderar o ranking de países mais ansiosos do mundo - informação divulgada pela Organização Mundial da Saúde antes da pandemia - teve um aumento significativo de pessoas com depressão e crises de ansiedade. Dessa forma, rever a situação de isolamento na qual as pessoas estão submetidas é imprescindível para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
A princípio, é possível compreender o aumento do índice de transtornos mentais como um reflexo do isolamento. Frente a espera do fim da quarentena, as pessoas precisam lidar com a impaciência e com a distância do meio social, fatos que contribuem para o agravamento da integridade psíquica desses indivíduos. Tal ótica relaciona-se com a teoria da “modernidade líquida”, desenvolvida pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a qual afirma que as constantes e imprevisíveis transformações sociais induzem o sujeito ao imediatismo - principal causa da ansiedade - e ao individualismo - relacionado à depressão.
Outrossim, vale ressaltar que preocupação financeira é um fator que prejudica o bem-estar mental da população, principalmente dos grupos de baixa renda. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm divulgado dados alarmantes de aumento do desemprego no país durante a pandemia. Nesse sentido, verifica-se um crescente número de pessoas propensas a desenvolverem problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão.
Portanto, fica evidente a necessidade de intervenções para ajudar a sociedade que enfrenta o novo coronavírus. Dessa forma, com o intuito de amparar a população, cabe ao governo instituir - por meio de verbas governamentais - políticas assistencialistas aos grupos financeiramente desfavorecidos como, por exemplo, o auxílio emergencial. Além disso, o governo também deve oferecer um programa gratuito de auxílio psicológico, por meio da contratação de profissionais qualificados e, da transmissão de um número 0800, o qual será feito o atendimento, no canal aberto. Assim, será possível amenizar o quadro atual.