Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 04/08/2020
No convívio social brasileiro, discussões acerca do combate á ansiedade ainda são um tabu. Nessa perspectiva, atualmente, podemos associar o aumento desse transtorno tanto ao uso excessivo da tecnologia quanto aos problemas sociais decorrentes do crescimento do bullying. Assim, cabe discutir sobre a participação do Governo no desenvolvimento e na devida resolução desse cenário pernicioso.
Vale destacar que o uso exacerbado de redes sociais causam impactos diretos no nível de ansiedade da população. Isso acontece porque com o grande número de interrupções diárias decorrentes de notificações e o medo de ficar de fora de tudo que está acontecendo afeta os níveis de concentração e produtividade. Essa ideia se comprova através de uma pesquisa realizada pelo site Mindminers no qual expõe que para 49% dos entrevistados a ansiedade aumenta ao chegar uma notificação e que para 65% há um medo de ficar de fora do mundo das redes. Assim, fica evidente que o uso abusivo da tecnologia é prejudicial ao combate á ansiedade.
É importante frisar, também, que vivemos na era do bullying e esse mal está associado ao aumento da ansiedade na sociedade. Isso decorre porque as feridas proporcionadas pelo trauma criam barreiras sociais, transtornos de ansiedade generalizada e medo, devido aos constantes ataques. Tal panorama é exposto por um estudo realizado pelo jornal científico Molecular Psychiatry no qual aponta que a prática do bullying está diretamente ligado ao desenvolvimento do transtorno de ansiedade generalizada ( TAG ). Logo, que o combate á intimidação é fator primordial para diminuir os índices de ansiedade.
Por fim, fica evidente que o combate á ansiedade é de mister importância para o desenvolvimento de uma melhor saúde mental. Nesse fito, é essencial que o Governo promova o estímulo a terapia e a métodos que auxiliem na diminuição da ansiedade, criando postos de atendimento gratuito e promovendo atividades de yoga, meditação e atividades físicas em áreas de lazer públicas, a fim de melhorar os índices de inquietação.