Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 03/12/2020
Em “O Auto da Barca do Inferno”,Gil Vicente,o pai do teatro português,tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI.Fora ficção,o Brasil do século XXI,demonstra as mesmas conotações no que se refere a ações que combatam á ansiedade na sociedade contemporânea.Com isso,fatores como o consumismo e a falta de investimento governamental intensificam a problemática.
É relevante, apontar,de início,que o problema advém ,em muito,do excesso de consumo de informações no qual os indivíduos contemporâneos estão expostos.Segundo o filósofo Schopenhauer ,a modernidade gera o desencantamento do mundo,já que nela o constante desejo dos indivíduos de ter ou ser é algo que traz um sentimento de ausência,visto que,a maioria desses desejos são inalcançáveis .Nessa perspectiva,pode-se observar que o homem moderno ,por causa da tecnologia,é bombardeado de informações ,seja em redes sociais ou meios de comunicações,sendo exposto a padrões ou situações que ele talvez não alcance ou cause algum gatilho. Assim,tal exposição funciona como forte contribuição para casos de ansiedade.
Outrossim,a falta de comprometimento público em investir em meios de combate ou de tratamento para a ansiedade corrobora com a perpetuação da problemática.Sob a ótica do sociólogo Emile Durkheim,a sociedade é como um corpo e a saúde dependerá da coesão social,problemas internos colocam em risco o bom funcionamento.Nesse sentido,é perceptível que problemas internos,como a falta de psicólogos contratados para atender a população de forma gratuita ,colocam em xeque o bom funcionamento da saúde dos brasileiros.Dessa maneira,como a política estatal não se mostra empenhada em dar atenção para essa questão,abrem-se brechas para a manutenção do não combate a ansiedade.
Portanto,em vista das problemáticas discutidas,medidas são necessárias para reverter esse quadro.Para que isso ocorra,o governo pode elaborar cartilhas,que serão distribuídas nas ruas, sobre a importância de ser resiliente com as informações recebidas no dia-dia,com a finalidade de abordar o impacto dessas informações na saúde mental das pessoas.O Estado,em parceria com o Ministério da Saúde,pode destinar uma verba,arrecadada através de impostos, para contratar profissionais da saúde para atender de forma gratuita a população ,para que desse modo os indivíduos possam contar com apoio psicológico.