Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 05/08/2020

Na obra ‘‘Utopia’’ , do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o que se observa na realidade atual  é o oposto do que o autor prega, uma vez que a resistência da ansiedade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização nos planos de More. Dois aspectos corroboram a conjuntura social, como a instabilidade ou outros impasses e a irrelevância que a sociedade leiga atribui a esse termo. Assim, ações são fundamentais para alterar esse panorama nacional.

Precipuamente, cabe pontuar que instabilidade e outros empecilhos coadjuvam na persistência desse distúrbio.A plataforma Mindminers revela que mais de 500 pessoas de diferentes classes sociais apresentam preocupações no âmbito econômico, levando o Brasil a ter a maior taxa de portadores de distúrbios relacionados à ansiedade no mundo.Cabe ainda ressaltar a obra ‘‘modernidade liquida’’ do sociólogo Zygmunt Bauman no qual as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. A lógica do consumo entrou no lugar da lógica da moral, assim, as pessoas passaram a ser fortemente analisadas não pelo que elas são, mas pelo que elas compram. Assim, a apreensão desses problemas é visto como a necessidade da aquisição de materiais supérfluos e não do combate a tais questões econômicas, ocasionando essas pertubações. Dessa forma, ações são imprescindíveis para reverter esse cenário.

Ademais,é essencial compreender que a irrelevância que a sociedade leiga relaciona a esse termo interfere diretamente na redução da problemática. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mais de 17 milhões de brasileiros convivem com o transtorno. Isso significa que muitas famílias banalizam essa situação evitando o tratamento por indiferença ou até mesmo pelo tabu em relação ao uso de medicamentos,no qual tem-se a imagem construída de que, quem faz o tratamento é portador de doenças psicológicas tal como a loucura. Porém, quando não ocorre a intervenção da ansiedade  o indivíduo pode desenvolver depressão, crise do pânico entre outras. Assim, ações são  necessárias.

A partir, portanto, do elementos observados, ao analisar que a instabilidade e banalização desse distúrbio, percebe-se a influência desses na persistência da ansiedade, tornando-se fundamental a realização de medidas capazes de amenizar tal entrave social.Cabe a escola criar palestras junto com psicólogos sobre a ansiedade, visando informar crianças e jovens sobre consequências quando não percebida e ainda como evitar, quais sintomas e como tratar. Cabe também a mídia divulgar a importância do tratamento da ansiedade através de propagandas para reduzir casos mais sérios e controlar o distúrbio causador. Desse modo, essa problemática será atenuada.