Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 05/08/2020
No filme “De repente 30’, a personagem principal Jenna Rink, por se sentir excluída e fora dos padrões de beleza das mulheres da época, acaba ansiando e desejando ter 30 anos, passando então, a lidar com questões de adultos. Fora da ficção, a exigência por padrões de beleza, a necessidade de se encaixar na sociedade, vêm gerando um enorme problema de ansiedade e resultando no uso desgovernado de remédios antidepressivos e ansiolíticos.
Em primeiro lugar, com o avanço da tecnologia e necessidade de uma maior qualificação, o ser humano tem passado por um processo de exigências cada vez maior, tanto do mundo ao seu redor, quanto de si mesmo. No livro ‘A Sociedade do Espetáculo’ do filósofo Guy Debord, é explicitado a teria de que as pessoas vivem suas vidas como se fossem um espetáculo, dando sempre o seu melhor. Sendo assim, a maior exposição trazida pela internet e a competitividade fazem com que o indivíduo viva querendo melhorar a sua performance.
Em segundo lugar, em busca por amenizar os efeitos causados por tal problema, as pessoas tem recorrido constantemente ao uso de remédios. Ademais, estudo realizado pela Funcional Health Tech, mostrou um aumento de mais de 20% no consumo de antidepressivos e ansiolíticos nos últimos anos. Dessa forma, a sociedade tem tentado lidar com a pressão psicológica.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge ao Ministério da Saúde criar, por meio de verbas governamentais, oficinas de terapias para ansiedade, como meditação, que visem tratar o indivíduo no seu direito de integralidade. Tais oficinas funcionariam duas vezes na semana, sendo o seu acesso livre para pessoas que sofram de transtorno de ansiedade e, consequentemente, amenizar o uso de remédios. Desse modo, espera-se com essa medida, que sejam freados os desafios no cambate à ansiedade.