Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 06/08/2020

A falta de rigidez nas relações, segundo Zygmunt Bauman, é característica da “modernidade líquida” vivenciada a partir do século XX. Analisando o pensamento do sociólogo polonês, constata-se que a ansiedade é um sério problema de saúde pública atualmente no Brasil. A ansiedade pode ser normal e é um indicador de doença subjacente somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo equivalente a 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O principal motivo para a ansiedade pode ser por genética ou por evento traumático.

Tal-qualmente não apenas no Brasil possui uma grande quantidade de transtornos de ansiedade, pois a doença acomete pessoas no mundo inteiro. Cerca de 33% da população mundial sofre de ansiedade. A propensão a ter ansiedade pode estar marcada no nosso DNA. Isso acontece se existir um histórico familiar de transtornos de ansiedade. Em outras palavras, é possível que os nossos genes guardem informações que nos deixem mais suscetíveis ao desenvolvimento do distúrbio.

Estima-se que 90% da população mundial já sofreu um evento potencialmente traumático ao longo da vida. O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais em decorrência de o portador ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que, em geral, representaram ameaça à sua vida ou à vida. Um acidente grave de trânsito, um assalto, um terremoto ou algum acontecimento que realmente impacte na estrutura psicológica da pessoa pode desencadear um quadro desse problema.

Em casos genéticos não há como retirar os nossos genes defeituosos. O que se pode fazer é buscar uma orientação médica, para o tratamento mais adequado. Também é recomendável uma orientação psicológica para enfrentar os quadros de ansiedade de maneira mais branda com o apoio da família. Quando é questão traumática as opções de tratamento a terapia cognitivo comportamental e a indicação de medicamentos ansiolíticos, quando necessários ou também é altamente recomendável uma ajuda psicológica para tentar resinificar e superar o trauma.