Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 06/08/2020
A ansiedade, também conhecida como a doença dos millennials, faz com que as pessoas se sintam em estado de alerta e perigo constante, causando o sentimento de tensão, medo e preocupação excessiva. Entretanto, mesmo sendo algo evidente na sociedade contemporânea, ainda existem inúmeros desafios que dificultam o combate da mesma, entre eles o tabu em falar sobre a doença junto a saúde mental e também a grande pressão social imposta sobre as pessoas das diversas idades.
Em primeira análise, observa-se que existe um grande preconceito e receio em falar sobre como as pessoas se sentem, para assim, não ser demonstrado suas fraquezas. Muitas das vezes pessoas tentam se abrir às outras e são consideradas “fracas”, “frescas” e até mesmo ser falado que o motivo da doença é a “falta de frequentar a igreja”. Desse modo, foi criado um tabu sobre o assunto, fazendo com que, não tenha diálogo e compreensão sobre algo tão comum no mundo atual, cerca de 18,6 milhões de brasileiros convivem com o transtorno, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em segunda análise, é possível perceber a cobrança insistente e exagerada sobre seguir ou conseguir se encaixar em padrões (notas boas, estilo de roupa, tipo de trabalho,…). Muitos jovens acabam desenvolvendo a ansiedade pelas grandes comparações feitas, muitas vezes causadas pelas “vidas perfeitas” mostradas em redes sociais, de acordo com os Indicadores de Confiança de 2019 realizado pela Fundação Getúlio Vargas, cerca de 40% dos jovens apresentam sintomas ligados a tristeza, depressão e até mesmo ansiedade, entretanto, os adultos não estão livres desse transtorno, normalmente sendo causado por altos níveis de estresse, preocupações com seus possíveis futuros e também pela alta cobrança da perfeição feita por si mesmo ou pelos outros.
Portanto, é indispensável a preocupação e medidas para mudar o quadro de desafios no combate da ansiedade. Para isso, cabe ao Governo Federal, órgão que apresenta grande capacidade de alcance populacional, juntamente com a OMS criarem projetos e campanhas que ajudem na conscientização dos riscos e também da realidade da doença, além de um maior suporte oferecidos por profissionais da área, como psicólogos e psicanalistas, assim conseguirão direcionar pessoas com o transtorno para uma vida mais calma, por conseguirem entender melhor suas mentes, decisões e sentimentos. Desse modo, será possível a caminhada para a construção de uma sociedade consciente, que saberá resolver e controlar melhor sua mente e corpo.