Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 06/08/2020

Segundo Durkheim, a coercitividade caracteriza-se pelo poder de imposição que os padrões culturais de uma sociedade exercem sobre os indivíduos. Nesse sentido, nota-se no cenário atual uma busca excessiva pelo encaixe na padronização e pela aceitação, que infelizmente resultam em diversos conflitos internos, sendo um deles a ansiedade. Diante do exposto, faz-se necessário observar a problemática sob dois aspectos: a influência da mídia no comportamento do indivíduo e a negligência das instituições familiares.

Em primeiro lugar, deve-se o analisar a relação dos meios midiáticos com o problema. Com o advento da Terceira Revolução Industrial, possibilitou-se facilmente a comunicação entre as pessoas, consequentemente marcas e indústrias divulgam seus produtos por meio de propagandas, que muitas vezes oprimem e padronizam comportamentos, estéticas e visões, colaborando para o surgimento ou agravamento de transtornos de ansiedade e até mesmo depressão. Vinculada a essa concepção, percebe-se que os meios de informações devem atuar de um modo diferente, procurando usar sua repercussão para sinalizar o impasse e apresentar a sua importância.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que a desatenção da família com o indivíduo se torna um obstáculo para a suavização dessa instabilidade. Para exemplificar, pode-se citar a série produzida pela Netflix “13 Reasons Why”, em que a personagem principal se identifica com sintomas de ansiedade, passando por um processo depressivo e vendo como a única saída o suicídio. Os sinais foram negligenciados pelos pais, assim como acontece  frequentemente nas famílias contemporâneas, que ignoram os indícios e não procuram levar os filhos à profissionais capacitados. Desse modo, é de suma importância que os familiares se atentem às sinalizações, buscando ajudar e apoiar sempre.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a redução dos empecilhos no combate à ansiedade na sociedade vigente. As mídias comunicativas devem investir na propagação de publicidades que insiram as adversidades, apresentando a relevância do transtorno e suas consequências, por meio da divulgação em massa das mesmas, mostrando-se disposta a colaborar para a efetividade do declínio desse processo. Ademais, o ciclo familiar deve responsabilizar-se com os cuidados mentais e psicológicos do membro afetado, procurando levá-lo à especialistas qualificados que cooperem para o tratamento eficaz dessa vicissitude.