Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/08/2020
De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade é um organismo vivo e requer uma coletividade em detrimento do individual. Dessa forma, ao analisar o contexto atual sobre o frequente desenvolvimento de transtornos de ansiedade, é perceptível a influência negativa de experiências conturbadas na vida das pessoas que possuem tal desequilíbrio psíquico. Alguns fatores são relevantes para desencadear diversos efeitos, como a pressão no meio familiar no que se diz respeito a vida social dos filhos, além do descaso escolar sobre o bem-estar psicológico dos estudantes. Nessa perspectiva, um plano de ação eficiente é essencial para reverter o cenário hodierno.
A priori, cabe abordar que os conselhos parentais muitas vezes se tornam uma forma controladora e opressiva de atuar nas escolhas dos jovens, tornando-se um estímulo para aflição e esgotamento na vivência deles, seja esta acadêmica, religiosa, afetiva, etc. Conforme estudos do psiquiatra Fernando Asbahr, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, autor do livro “Transtornos de Ansiedade na Infância”, em 2004, aproximadamente 10% das crianças e dos adolescentes brasileiros já sofrem de ansiedade, sendo conflitos com os pais um dos principais gatilhos para tal situação. A partir desse pressuposto, é imperioso medidas eficazes que alterem o contexto vigente.
Ademais, é crucial compreender que a escola é um dos locais de maior influência pessoal e coletiva na adolescência. Sendo assim, é incabível que haja desapreço no que concerne ao conforto emocional dos alunos, tendo em vista que transtornos ansiosos podem gerar graves consequências em diversos âmbitos, principalmente o estudantil. Em conformidade com o relatório de 2017 do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), cerca de 60% dos jovens entrevistados relatam ficar tensos durante os estudos. Dessarte, é emergencial a proposição de providências que atuem com o objetivo de construir uma nação que tenha como prioridade o equilíbrio dos fenômenos mentais.