Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 07/08/2020
Desde o surgimento da Revolução Francesa, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, os desafios do combate a ansiedade no Brasil apontam que os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pelo sistema de ingresso na Universidade e, também, a cultura do imediatismo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que a valorização das notas, ao invés do conhecimento, deriva de uma ação governamental direta. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que a preparação para a prova do Enem desfaça essa harmonia, haja vista que o aluno, ao longo do ano, enfrenta uma rotina desgastante com horas de estudo. Todavia, a incerteza e a insegurança, associada a pressão dos pais, fazem com que esse indivíduo aumente as chances de desenvolver uma ansiedade patológica, dado que, de acordo com a OMS, situações de extremo estresse são agravante e indicadores para o aparecimento da doença.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando a cultura do imediatismo, agravada pela globalização, tornou as pessoas mais impacientes e ansiosas. Assim, uma vez que o cidadão passou a ser capaz de encontrar respostas ou realizar uma compra somente com o telefone, as pessoas não esperam mais por algo, querem tudo imediatamente e, quando não conseguem, se frustram. Esse sentimento, se for frequente, se torna um fator de risco para a doença em questão.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do combate ao aumento da ansiedade é imprescindível para a construção de uma nação mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da educação, elabore um projeto de lei, que deverá ser apresentado e votado pelo poder legislativo, para que tenha uma reformulação na forma de ingresso nas faculdades públicas, por meio da adição de entrevistas, carta de recomendação e avaliação do histórico escolar, além da prova tradicional. Com isso, o vestibulando terá uma maior chance de conseguir entrar na universidade desejada e acarretará em uma diminuição da tensão que essas pessoas sofrem ao longo do ano e, consequentemente, terá uma baixa no diagnóstico dessa patologia.