Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/08/2020

Em consonância ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o ser humano se encontra em uma “modernidade líquida”, uma vez que, o mundo globalizado apresenta uma liquidez e volatilidade nas relações interpessoais. Sendo assim, essa falta de solidez provoca uma sensação de ansiedade. Nessa conjuntura, nota-se que esse fato caracteriza-se como um desafiador revés a ser enfrentado pela sociedade e Governo nos tempos hodiernos. Alguns fatores são relevantes para desencadear diversos efeitos, como a crise econômica e a negligência governamental quanto às patologias psicológicas. Nessa perspectiva, é imperioso medidas eficazes que revertam o contexto vigente.

A priori, é válido reconhecer como esse panorama é representado por fatores como desemprego e crise econômica. É imprescindível apontar que  os avantajados índices de ansiedade no Brasil, se relacionam diretamente com o fato de o Brasil ser o sétimo país do mundo com maior taxa de desemprego, segundo o G1 (Portal de Notícias da Globo). Sendo assim, esse fator representa uma constante ameaça à população, tornando a Terra de Gonçalves Dias o país com o maior número de pessoas ansiosas; que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimam-se cerca de 18,6 milhões de brasileiros. Dessa forma, meios são efetivos para alterar esse cenário.

Outrossim, é crucial ressaltar que, a adversidade que o país enfrenta é intensificada pela inadvertência governamental relacionada aos distúrbios emocionais. Conforme o artigo 196 da Constituição Federal do Brasil de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado. À vista disso, percebe-se um certo descaso relacionado à saúde pública mental, mesmo existindo uma legislação que garanta esse tipo de atendimento no Brasil. Desse modo, segundo a Primeira Lei de Newton, um corpo tende a permanecer inerte, a não ser que uma força maior seja aplicada sobre ele; nesse caso, uma atuação do Governo se faz necessária, para que os índices de ansiedade em solo tupiniquim diminuam.

Logo, analisando tal conjuntura, é necessário adotar medidas que atenuem essa problemática. Por isso, cabe ao Governo, que na ótica aristotélica é responsável pelo bem-estar social, investir em estabelecimentos públicos, a fim diminuir as taxas de desemprego e crise econômica, consequentemente, os teores de ansiedade, por meio da liberação de verbas. Sobre o mesmo viés, cabe à Mídia, que na visão do filólogo Noam Chomsky na obra “Mídia: propaganda política e manipulação” aborda a forte influência que os veículos midiáticos exercem sobre indivíduos e Estados democráticos modernos, disseminar processos e realizar campanhas que evidenciem o colossal papel da saúde mental, a fim de melhor qualidade de bem-estar e desenvolvimento social.