Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/08/2020

Na série original da Netflix “Os 13 porquês”, baseada no livro “Thirteen Reasons Why” do escritor americano Jay Asher, é apresentado um enredo que gira em torno do suicídio de um dos personagens principais, Hannah Baker, que sofria de ansiedade e depressão. Entretanto, esse cenário não se limita apenas à realidade cinematográfica, já que a sociedade hodierna enfrenta o surgimento elevado de transtornos psicológicos de ansiedade. Nesse sentido, esse configura-se como um preocupante empecilho para o governo e a sociedade. Alguns fatores são relevantes para desencadear diversos efeitos como o estresse e a má qualidade de vida. Desse modo, é emergencial a proposição de providências que atuem com o objetivo de construir um país que tenha como princípio assegurar as garantias constitucionais básicas.

A priori, é válido reconhecer que os transtornos de ansiedade tornaram-se um revés a ser enfrentado na sociedade contemporânea, sendo constantemente diagnosticados na população mundial. Segundo a ISMA Brasil, associação integrante da International Stress Management Association, o Brasil é o segundo país com maior prevalência de estresse no ambiente profissional, sendo 69% de trabalhadores afetados, ou seja, grande parte do estresse brasileiro está relacionado ao âmbito profissional. Sendo assim, é necessário a implantação de um saudável ambiente de trabalho garantindo o bem estar mental dos funcionários.

Ademais, cabe abordar que, atualmente, a má qualidade de vida é um aspecto que corrobora para o surgimento da ansiedade. Consoante ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, cerca de 30% das casas em áreas urbanas não possuem acesso a serviços básicos tendo assim uma qualidade de vida inferior. Este é um fator impulsionador à ansiedade do indivíduo, já que a mesma provém também da angústia e frustração de viver em situações precárias.

Dessarte, diante dos fatos expostos, é de suma importância adotar medidas que atenuem tal conjuntura. Sendo assim, cabe ao Governo, por meio da liberação de verbas e de políticas públicas, investir na maior implementação de leitos psiquiátricos públicos a fim de garantir um acesso igualitário a todos os habitantes, buscando garantir o bem estar mental da população em solo tupiniquim. Do mesmo modo, cabe à Mídia divulgar e propagar ideias, por meio de redes de canais de TV aberta, em horários nobres, realizar campanhas e anúncios publicitários que conscientizem os cidadãos sobre a importância do diagnóstico psicológico individual e sua relevância para a manutenção de uma mente saudável e livre dos transtornos psicológicos que tornaram-se o mal do século XXI.