Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 27/08/2020

Em The Mind, Explained: Anxiety, os participantes do mini documentário apresentam a ideia de que a ansiedade tem sua importância para o ser vivo, incluindo o ser humano, como uma ferramenta para a sobrevivência. Contudo, nos dias que correm, existe um descontrole desse instrumento tanto no que diz respeito na constância, quanto na intensidade. A ansiedade ganhou enormes proporções na sociedade contemporânea, sendo mais danosa do que benéfica. Na sociedade brasileira, ainda, a instabilidade encontrada no país é um fator bastante relevante para o aumento desse transtorno.

Em primeiro lugar, cabe analisar os dados que revelam a seriedade da problemática. De acordo com a plataforma de notícias UOL, em pesquisa da OMS concluiu-se que, na sociedade brasileira, 18,6 milhões de pessoas lidam com transtornos de ansiedade - mais de 9% do povo. Considera-se que a sociedade brasileira enfrenta uma epidemia de ansiedade. Posto isso, é possível concluir que tal aflição tem se tornado comum para o indivíduo, que, muitas vezes, decide até mesmo “aguentar o problema sozinho” por ter certo temor em relação ao tratamento, como o uso de medicações, conforme afirma o psiquiatra Daniel Martins de Barros em entrevista. Desse modo, o indivíduo adquire os mais diversos danos em si mesmo e os números aumentam, tornando mais complexa a questão.

Ademais, o contexto em que a pessoa se encontra tem potencial para agravar ou amenizar o transtorno. Segundo matéria no blog Mindminers, o Brasil não tem os maiores índices de ansiedade por acaso. Pontos comuns do país foram identificados como desfavoráveis, como a violência, crise econômica e desemprego, corrupção e má qualidade de serviços públicos. Assim sendo, nota-se que características da própria nação  - que são constatadas há anos - exercem papel de causador e/ou agravante dos transtornos de ansiedade, de modo que o país, por sua vez, tem sido prejudicial à saúde de sua própria população, necessitando de mudanças drásticas para o bem de todos.

Destarte, para que o combate ao transtorno de ansiedade seja mais eficaz, os Conselhos de Psicologia devem desenvolver um projeto, interligados, de conscientização, prevenção e tratamento da problemática. Isso deve ser executado por meio dos próprios profissionais, com foco nos especializados na área. Além do incentivo e da abordagem da questão pelos meios de comunicação, devem ser proporcionados encontros mensais em cada Estado. Nesses, deve ser feito uma palestra tratando da temática central e, após ela, um momento de discussão entre profissionais e indivíduos. Além disso, as divulgações devem abordar a instabilidade do país e seus efeitos no cidadão, para que haja conscientização por parte das autoridades. Desse modo, a curto e médio prazo, haverá progresso e melhoria no cenário problemático,