Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 17/08/2020
Desde muito cedo na história filósofos já ponderavam sobre a origem da ansiedade, problema que assola muitos nos dias atuais. Para Platão a ansiedade era um problema filosófico, já para Cícero podia ser uma característica da pessoa ou um estado mental momentâneo. Independente de suas causas, a ansiedade vem afetando cada vez mais pessoas e trazendo consigo outros problemas psicológicos, e ainda assim muitos falham em tratar a doença com a seriedade que tem.
Em primeira análise, vale-se citar os números correspondentes à ansiedade nos últimos anos. Em uma pesquisa realizada pela Anxiety and Depression Association of America (ADAA) consta que 3.1% da população adulta norte-americana sofre de ansiedade. Os números são ainda mais alarmantes quando se muda o escopo para as crianças, segundo a mesma pesquisa cerca de 25.1% de crianças entre 13 e 18 anos sofrem de ansiedade.
Embora pareça ser algo comum, a ansiedade pode ter efeitos drásticos na vida de um indivíduo. Muitos dos casos de ansiedade vêm acompanhados de outros distúrbios psicológicos como transtorno objetivo-compulsivo e estresse pós-traumático, a ansiedade diminui o desempenho escolar e no trabalho, e vários estudos ligarem a ansiedade a depressão e suicídio. Ainda assim, menos da metade dos afetados buscam tratamento, e socialmente a desordem não parece receber a atenção que merece, muitas vezes sendo tratada como algo comum e momentâneo.
Conclui-se através dos dados apresentados que a ansiedade é um problema muito maior do que se pensa, assim é dever de cada um de nós que guiemos aqueles ao nosso redor que sofrem de ansiedade a um médico especializado, para que receba tratamento, e às autoridades de cada município que, em conjunto aos hospitais de sua região, conscientizem a população de que a ansiedade é um problema sério através de campanhas que induzam aqueles que possam ter ansiedade a buscar ajuda.