Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/08/2020

O mal do século XXI

Ansiedade: uma reação natural do corpo, expectativa apreensiva em relação ao que está por vir, funciona como mecanismo de sobrevivência. Dependendo da frequência e intensidade, pode virar uma patologia, como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e o Transtorno de ansiedade generalizada (TAG).O Brasil, segundo a OMS é o país com as maiores taxas de ansiedade. Isso acontece porque o modo de vida da sociedade é cada vez mais agitado,com incertezas, pressões sociais para passar numa faculdade e conseguir um bom emprego, num país com evidente desigualdade.

Sendo assim, as pessoas deixaram de construir relações sólidas por conta da intensidade de informações que recebem e do cotidiano agitado. Dessa forma, a tentativa de mantê-las pode gerar um trastorno mental. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman: “Os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente. Na sociedade contemporânea, nada é feito para durar”. Com isso, relacionamentos duram menos, causando  insegurança e frustração nos indivíduos, fato este responsável por desencadear a ansiedade.

Por conseguinte, a população  ansiosa, não reage bem em situações de crise, as quais fogem do seu controle as possibilidades de resolução. Logo, a pandemia do coronavírus, por exemplo, ocasionou impactos mentais. De acordo com a pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes) da Fiocruz, Débora Noal: “O contexto de uma doença contagiosa que ameaça vidas, aliado a um sentimento coletivo de falta de controle do que está acontecendo, impacta diretamente na saúde mental das pessoas”. Além disso,  pensamentos negativos sobre o que ainda vai acontecer, também acaba afetando e pode gerar insônia e estresse.

Em síntese, a ansiedade é natural ao indivíduo. Entretanto, o modo de vida acelerado das pessoas e pressões sociais impactou em sua frequência e intensidade, fato este preocupante. Portanto, para solucionar essa situação, torna-se essencial que a sociedade ajude a parcela da população que sofre com esse problema, por meio de diálogos, pesquisas visando identificar os casos e indicando psicólogos e psiquiatras capacitados para o tratamento.