Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/08/2020
No filme “O Preço do Amanhã”, a moeda de troca é o tempo de vida de cada cidadão. A distopia retrata como a população mais pobre vivia correndo perante a iminência da morte e os ricos andavam sem pressa, pois a eternidade era acessível pelo poder de compra. Fora da ficção, as condições precárias de um país marcado pela desigualdade econômica e social juntamente à inércia do Estado perante as necessidades dos cidadãos são favoráveis para a perpetuação de uma sociedade ansiosa.
Em princípio, sabe-se que os problemas de países subdesenvolvidos corroboram para o surgimento de transtornos psicológicos. Isso se fundamenta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ao afirmar que o Brasil possui a maior taxa de portadores de distúrbios relacionados à ansiedade por fatores como a violência urbana, desemprego e má qualidade de serviços públicos. Dessa forma, a saúde mental de torna precária por causa do cenário econômico-social instável.
Por outro lado, a negligência governamental com os trabalhadores se torna um fator para enfermidades emocionais. Um bom exemplo disso é a “Síndrome do Esgotamento Profissional”, transtorno caracterizado pela exaustão psicológica advindo de altos níveis de estresse no ambiente de trabalho. Essa condição é intensificada pelo alto fluxo de informações integrados globalmente pelos meios digitais. Dessa maneira, o uso abusivo de recursos tecnológicos sem o devido controle estatal se torna um agente contra a saúde pública.
Portanto, depreende-se a necessidade de combater as causas dos transtornos psicológicos. Para isso, urge que o Ministério da Saúde (MS), órgão responsável pela promoção da saúde para a população, desenvolva informes publicitários de como minimizar as possibilidades da aparição da ansiedade. Tal ação deve ocorrer por meio de orientações simples sobre como melhorar as relações trabalhistas e gerenciar o tempo nas mídias virtuais com o objetivo de fortalecer a inteligência emocional do público alvo. Somente assim, a sociedade deixará de ser caracterizada por cidadãos ansiosos.