Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 24/08/2020

O filme “O Lado bom da Vida”, dirigido pelo cineastra David Russel, retrata a história de Pat Solitano Jr, personagem que perdeu quase tudo na vida- sua casa, o emprego e o casamento- devido às crises de ansiedade.

Neste sentido, é fulcral analisar as causas, tais como a ausência de políticas públicas de saúde de enfretamento ao problema e o preconceito social contra pessoas ansiosas, a fim de se atenuar, com urgência, seus efeitos maléficos.

A princípio, vale salientar que a falta de estratégias estatais no sistema público de saúde voltadas para o atendimento de pessoas que sofrem de ansiedade contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

A esse respeito, dados fornecidos pelo Ministério da Saúde revelam que apenas 10% dos recursos destinados para as secretarias municipais são direcionados para a área da saúde mental em unidades básicas. Neste sentido, o aumento do número de casos de indivíduos ansiosos representa uma grave mazela social, o qual coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse contexto, ao analisar a célebre frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, constata-se a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados no contexto social, os quais se materializam na atitude de boa parte da população que ver-se descrente da gravidade dessa situação causada pela ansiedade.