Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/08/2020

A ansiedade é definida pela psicologia como a expectativa de uma tragédia iminente. Esta se classifica como transtorno mental devido ao fato de provocar inquietude física e psicológica (além de outros sintomas como coceiras, sudorese e hiperventilação) que levam o indivíduo a reagir aos eventos cotidianos de forma desproporcional ao seu real nível de gravidade. Mas afinal, quais os obstáculos para combater a ansiedade na sociedade contemporânea e como superá-los?

Primeiramente, sabe-se que o brasil é o país ocupante do primeiro lugar entre os países cujas populações sofrem de ansiedade. Esse conhecimento advém da pesquisa realizada em 2019 pela OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgada no “Jornal da USP”; que na mesma matéria recorre à explicação do professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, o qual elenca a conjuntura política, econômica e social do país como sendo a principal justificativa para os resultados da pesquisa da OMS. O que aponta para o caráter desfuncional do cenário sócio-político-econômico brasileiro.

Sob esse viés, pode-se entender que uma sociedade ansiosa está acometida pela instabilidade de suas estruturas. Para ilustrar, a Pirâmide de Maslow (ou “Teoria das necessidades”) criada pelo psicólogo Abraham Maslow em meados do século XX, serve como ferramenta ideal para traçar um perfil de seguridade e até mesmo de estilo de vida dos seres humanos, baseado no suprimento de suas necessidades; da mais básica, como comida e água, até a auto-realização. Dessa forma, ao analisar o povo brasileiro, entende-se que a sua afetada saúde mental denuncia a inércia do Estado frente a eventuais crises no “status quo” e atrasos como a desigualdade social e o desemprego (cerca de 12,5 milhões de pessoas segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Portanto, para dar cabo às consequências que apenas trazem prejuízo à sociedade, deve-se urgentemente promover uma transformação nesse cenário. Cabe ao Ministério da Cidadania, enquanto responsável pelo cumprimento das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social, por meio de verbas governamentais, criar efetivas campanhas e informes publicitários à respeito da ansiedade e incrementar os programas de serviço social para que o atendimento psicológico (por meio do qual a ansiedade pode ser combatida) seja democratizado e acessível a todas as classes sociais. Assim, poder-se-á resolver a problemática e garantir o bem-estar do povo brasileiro.