Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 13/08/2020
O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), ou apenas ansiedade, é definido pelo médico e cientista Drauzio Varela, como um distúrbio psicológico caracterizado pela preocupação excessiva em acontecimentos futuros e incertos. Tal distúrbio, vivenciado intensamente na sociedade contemporânea, representa um grave problema para os indivíduos acometidos, dentre eles está o desenvolvimento de outros transtornos psicológicos, como depressão, insonia e alta irritabilidade. Há também manifestações de sintomas físicos como diarreias, tensões musculares e taquicardia: batimento acelerado do coração.
Nessa perspectiva, surge outro grave problema, que é o uso indevido de medicamentos causado pela extrema euforia na melhora dos sintomas manifestados pela ansiedade. Esse mal uso de remédios pode provocar graves efeitos colaterais, sendo necessário o uso de outros medicamentos para saná-los, estabelecendo assim um ciclo vicioso no qual o indivíduo soluciona um problema dando origem a outro. Vale ressaltar também, que o problema da ansiedade não se restringe apenas ao Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 33% da população mundial sofre desse distúrbio, ou seja, mais de 2,3 bilhões de indivíduos .
Não obstante a essa realidade, há outro obstáculo acometido pelo TAG que pode ser observado na seguinte frase do filósofo Voltaire “A preocupação é uma doença em que cada paciente deve tratar a si mesmo”. Esta frase representa um equivoco, uma vez que aqueles que sofrem desse distúrbio não possuem, em hipótese alguma, autonomia para se tratar, seja pela falta de conhecimento, sanidade ou até interesse. Posto isso, torna-se incontestável o fato de que o transtorno da ansiedade generalizada necessita de uma célere proposta interventiva que possa alterar o atual cenário mundial perante essa realidade.
Portanto, para que o problema da ansiedade na sociedade contemporânea seja mitigado é necessário que a OMS, em conjunto com a comunidade médica, criem protocolos de ações para o tratamento e a prevenção da doença e incentivem a população a priorizar os tratamentos naturais, envolvendo a prática de esportes, a meditação, alimentação saudável e maior dedicação ao lazer. Por meio dessas ações será possível reduzir os níveis atuais de ansiedade da população e trazer melhores condições de vida para aqueles que vivenciam esse problema.