Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/08/2020
No filme “O Lado bom da Vida”, mostra a história de Pat Solitano Jr, que perdeu quase tudo na vida devido às crises de ansiedade. Esse obra ficcional, em paralelo à realidade, ilustra um dos principais desafios encontrados na sociedade moderna, que é o combate à ansiedade. Neste sentido, é crucial analisar as causas, como a ausência de políticas públicas de saúde de enfrentamento ao problema e o preconceito social contra pessoas ansiosas, a fim de chamar atenção, com urgência, de seus efeitos negativos.
A falta de estratégias estatais no sistema público de saúde voltadas para o atendimento de pessoas que sofrem de ansiedade contribui para a perpetuação desse quadro. Dados fornecidos pelo Ministério da Saúde mostram que apenas 10% dos recursos destinados para os municípios são usados na área da saúde mental em unidades básicas. Tal cenário, mostra a inoperância governamental no combate ao problema. Neste sentido, o aumento do número de casos de indivíduos ansiosos representa um grave problema social, o qual coloca o Brasil em primeiro lugar no ranking mundial dos países que mais apresentam essa patologia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Contudo, é válido verificar os efeitos dos estereótipos presentes na sociedade contra pessoas acometidas por essa doença como outro agente influenciador do revés. Nesse contexto, ao analisar a célebre frase do cientista contemporâneo Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”, constata-se a dificuldade de se combater os preconceitos já enraizados no contexto social, os quais se materializam na atitude de boa parte da população que ver-se descrente da gravidade dessa situação causada pela ansiedade. Essa condição impede a resolução do problema, visto que determinados segmentos da sociedade não cobram seus agentes públicos na garantia de medidas de proteção da saúde dos brasileiros.
Portanto, o Poder Público deve tomar medidas a fim de coibir os efeitos maléficos provocados pela ansiedade no Brasil. Cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, enviar para o Congresso Nacional um Projeto de Lei que garanta a criação de um programa de combate às crises de ansiedade que afetam boa parte da população brasileira. Tal documento deve estar previsto uma estratégia de saúde pública específica de atendimento a esse tipo de público, por meio da ampliação de serviços médicos com o objetivo de oferecer um melhor atendimento às pessoas que buscam a unidade de saúde mais próxima. Esses serviços devem ser esclarecidos para os usuários do SUS para alertá-los sobre a importância da continuidade desses tratamentos. Tais medidas podem impedir o crescimento do número de casos de pessoas ansiosas na sociedade e, evitar a morte de milhões de cidadãos.