Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 12/08/2020
No mundo atual, marcado pela globalização e a intensa difusão do modelo capitalista, os indivíduos são pressionados , desde cedo, a serem produtivos e bem-sucedidos; assim como, a individualidade é uma marca característica, proporcionando danos incalculáveis em suas saúdes mentais. Nesse sentido, quando se trata do avanço dos índices de ansiedade, a luta contra essa enfermidade é tratada sem prioridade e com pouca relevância. Assim, a omissão da sociedade, em conjunto com a falta de suporte do Estado nessa conjuntura, são pontos que necessitam serem analisados.
Em primeiro plano, em uma sociedade marcada pelo acesso fácil à informação, a busca pelo entendimento, discussão e combate à ansiedade é banalizado. Dessa forma, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil apresenta a maior taxa de transtorno de ansiedade do planeta. Assim sendo, todo esse contexto é fruto da excessiva procura dos cidadãos por sucesso financeiro e profissional, da forte pressão submetida a jovens, de uma acentuada exposição nas redes sociais, entre outros motivos. Logo, conduzindo a lesões imensuráveis ao bem-estar emocional dessas pessoas, sendo, muita das vezes, passado despercebido ou ignorado, produto da demasiada vulgarização dessa problemática social.
Concomitante a isso, a população menos favorecida economicamente, principalmente, sofre com a falta de apoio adequado por parte do governo. Nessa perspectiva, a Constituição Federal do Brasil, promulgada em 1988, assegura o direito à vida e saúde de qualidade para todos seus nativos. Porém, a implementação de psicólogos em Unidades Básica de Saúde (UBS) são mínimos ou inexistentes, associado a isso, o alto preço cobrado por medicamentos de controle da ansiedade são empecilhos enfrentados cotidianamente. À vista disso, nota-se como decisões incorretas e mal pensadas legitimam a propagação de uma mazela social tão prejudicial.
Fica evidente, portanto, que uma patologia tão presente ainda é tratada de forma muito passiva. Por isso, o Ministério da Saúde juntamente com Secretárias Municipais de Saúde, deve promover campanhas de discussão e combate à ansiedade, bem como implementar atendimento psicológico gratuito nas UBS’s, por meio da destinação de uma verba específica para tal processo em curto prazo. Desse modo, com o uso e cooperação entre profissionais qualificados e universitários em fase terminal do curso de psicologia. Espera-se, com isso,que todo essa conjuntura ganhe sua devida visibilidade e seja estagnada o mais rápido possível.